domingo, 30 de maio de 2010

Dancemos a dança da vida no palco do tempo...



Bom, sacudindo a poeira de mágoas antigas, resolvi engatar a marcha e seguir em frente!! Afinal, há tanta gente disponível por ai, é só procurar!!

Infelizmente, o blog ficará inativo por um tempo, pois irão cortar a banda larga aqui em casa. Como eu estou desempregado, não posso reclamar nem poderei usar a discada. Mas tentarei mandar novidades por lanhouse!! Por um lado talvez seja bom, tenho que acordar pra vida e arranjar um emprego!!

Entre as expectativas dessa semana estão a feirinha e a parada gay,então provavelmente teremos novidades em breve!!

Finalizo essa fase do blog com uma frase de Nietzsche:

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."

É uma frase que diz tudo sobre ser gay. Não podemos esperar que o mundo hipócrita nos entenda, afinal, eles não podem ouvir a música, eles não são obrigados a terem atração pelo mesmo sexo. É uma resposta a mim mesmo e àquela idéia de não querer ser gay. No fundo eu gosto de ser o que eu sou, apesar de magoar às vezes. Mas o que não é difícil nessa vida, não? E que graça teria se fosse fácil? Então fica a dica...

Apenas dancem, amigos, dancem... e curtam a música que rola dentro de vocês e que ninguém mais poderá ouvir...

Abraços e até maisss!!
sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dicas ao Sol: GLEE



Bom, e no Dicas ao Sol de hoje, gostaria de apresentar a quem não conhece e relembrar a quem conhece uma série (bem gay, heheh) que eu não conhecia até três dias atrás e atualmente estou viciado...



O nome: GLEE



Conta a história de um grupo de alunos desajustados do colegial que, com o apoio de um professor se tornam membros de um clube de coral, que canta desde músicas bem antigas até as mais modernas (recentemente, um episódio exclusivo com lady gaga). Desde Mulan Rouge, me apaixonei por musicais e por atores cantando as músicas pop de forma diferente, dinâmica e com nova sonoridade (o tango de roxane me enche os olhos até hoje), imagine ver uma série em que em cada capitulo essa formula é adotada. Por isso sou um GLEEK (viciado em GLEE, hehehe).



Com uma narrativa veloz, cheia de cortes e tiradas hilariantes em contraste com um drama equilibrado e um tema que eu adoro (pessoas disfuncionais e desajustadas se superando), a série cumpre muito bem seu papel, apresentando um personagem gay no elenco e alguns secundários gays (segundo fontes, os autores são gays, rsrs), adorei a forma como as letras de músicas comuns conversam com o roteiro de forma esplêndida, com certeza uma obra divertida e acima da média. Sou um roteirista muito criterioso e chato, e aprovo GLEE, comprovem!!



Como não achei cena de um episódio com música, aqui vai um trailer básico:






Fica a dica, viciem-se também!!
quinta-feira, 27 de maio de 2010

Como saber quando encontrei a pessoa certa?



Atualmente, muitas pessoas estão dividas em dois tipos vida amorosa, vale ressaltar que a palavra amorosa está sentido utilizado de forma lato, o primeiro tipo de vida “amorosa” é a denominada atual curtição, ou o mais usal “pega e não se apega” e o outro é a “quero um relacionamento sério”. Com isso, está formada a confusão!!!

E aí nasce a pergunta, para o pessoal do segundo grupo de pessoas: “Como saber quem é a pessoa certa para eu namorar?”. Pergunta quase que impossível, se até não o é IMPOSSIBILÍSSIMO... O que podemos fazer é testes, mas não é a filosofia “vou ficando com os errados até achar o correto”, até por que não existe o ideal de correto para a gente... Como eu sendo imperfeito quero buscar perfeição nos outros? Sim, todos somos imperfeitos. Um primeiro fator a se pensar é se quero namoro, ou algo mais sólido em relacionamento ao meu ver eu só ficaria com quem eu supostamente poderia ter um namoro, mas as vezes essas regras podem ser quebradas rsrs... Quem nunca fez isso que atire a primeira pedra! Rsrs...

Outra questão que levanto é que uma pessoa que está no segundo grupo não pode querer esperar que alguém do primeiro grupo se converta ao segundo de forma rápida e do nada, todos esses grupos são fases da vida, nenhum está certo e nenhum está errado, sempre entendendo o Tempo de cada UM. Uma das questões mais complicadas de ser mencionada é o fato do coração e do tesão, ou coisa complicada essa palavra tesão Meldelducels!!! Ele aparece mais rápido em qualquer tipo de reação ao observar alguém, e tem gente que nem consegue se segurar para aparecer o seu “T”, existem pessoas que acalmam, encantam e nos fazem ver estrelinas no céu, mas não afetam o tal bendito do tê maiúsculo. Contudo, às vezes somos [me incluo e muuuuito nesse somos] mais levados pelo tesão do que pelo coração, mas não me deterei muito sobre esse tema, pois ainda estou pensando e analisando esse fato só veio mesmo a título de comentário e ver o que vocês pensam sobre o assunto.

No mais, para não ficar extenso demais acredito que devemos nos prender a querer namorar aquela pessoa que nos faz pensar nela não somente pelo desejo carnal, e não pelos olhos bonitos e o sorriso bem safado, pois isso que encanta qualquer um rsrs... Pois Homem Safado não presta todos sabemos, mas que chama atenção e arranca ainda muito suspiros por aí... rsrs, retomando, é sentir o desejo de saborear o real gosto do beijo de alguém que te faz pensar em coisas boas, que acalma teus pensamento e te faz perder o sentido temporal, e até mesmo em alguns casos racional.
Espero que tenham gostado, não sejam duros demais, foi o primeiro post escrito para lerem, pois os meus são meio para mim mesmo como desabafo, e me ajudem até para melhor a escrita. Aceito sugestões e críticas e uma saúdavel discussão no site...

Obs.: esse post é de pensamento esclusivo do escritor Douglas [Ratio X], e não condiz com o pensamento do dono desse blogger “Nosso Lugar ao Sol” – Rod.
sábado, 22 de maio de 2010

Ser ou Não ser... uma questão de opinião





Eu só queria ser simples. Queria uma vida simples. Sem precisar me preocupar com coisas que para os outros é normal. O problema de ser gay, é que a vida é a única que pode te ensinar. Sua mãe não está ali pra pegar na sua mão e dizer o que você deve fazer. Nem seu pai pra aconselhar que homem você deve evitar, quais são perigosos pra você, quais você pode confiar. Você não pode pedir um abraço à sua mãe por estar magoado com a decepção que um homem lhe causou, nem dizer que quer chorar por ter tido seu coração partido. Temos que mentir pra quem mais amamos, talvez pela insegurança de deixar de ser amado. Quem deveria nos dar suporte muitas vezes fica contra nós, muitas vezes não nos reconhece. Eu queria muito chegar a algum lugar, mas estou correndo em circulos. Depois dos últimos acontecimentos... um único desejo grita dentro de mim.

Eu não quero ser gay.

Não é escolha, não é algo que se coloca e se tira. Mas ser gay é um fardo à mais, e é um fardo pesado, principalmente pra quem não consegue se adaptar ao mundo em que estes vivem. Eu não consegui me adaptar. Tive tantas desilusões diante de tantas esperanças vãs e diante de tantas promessas. E aos poucos quase me tornei o que mais odeio.

Nunca pensei em contar aos meus pais. Nunca cogitei essa possibilidade. Procuro conquistar minha independência pra depois ter a coragem necessária. Tenho medo de ser rejeitado pelas únicas pessoas que incondicionalmente nos amarão. Mas não confio nesse amor, por que já fiz muita coisa errada, já decepcionei em diversos quesitos.

Estranhamente não estou triste, nem descabelando-me. Estou pensativo. O mais interessante da virada cultural foi a expontaneidade dos acontecimentos, foi viver um cotidiano com possibilidades. Naquele momento, rodeado de pessoas como eu, não precisei fazer média nem medir palavras. Fui eu mesmo vivendo, falando, dando em cima, pegando na mão, desejando, sem medo.

Dou tudo para viver assim pelo resto da minha vida. "Ser gay ou ser normal". Essa frase costuma revoltar as pessoas, mas o "normal" não é o padrão de normalidade social, e sim o normal das ações: poder SER sem medo, poder DESEJAR sem medo, ser LIVRE para andar de mãos dadas... e não unicamente num evento em que vai toda a cidade. Não se trata do meu lugar ao sol, somente, mas do lugar ao sol de todos os gays que estão calados. Gosto de não ser normal, de não seguir padrões. Só o que me cansa é não poder confiar em ninguém. Perdi a confiança em qualquer ser com duas pernas do sexo masculino, e resgatar novamente essa confiança será duro. Mas como diz a música: "Não se preocupe, você se encontrará, siga seu coração e ninguém mais. Você pode fazê-lo, oh, baby, se você tentar... "
quinta-feira, 20 de maio de 2010

Virada Cultural: Consequências catastróficas com três punhaladas...



E se tudo fosse perfeito? E se aquele garoto fosse tudo aquilo que idealizei em minhas espectativas? E se um grande sonho se tornasse realidade? E se eu encontrasse alguém perfeito?

Tudo isso passou pela minha cabeça enquanto eu lia a conversa que tive com o Danilo na segunda feira, através do msn. Minhas idealizações sobre uma pessoa perfeita e meiga, moldada especialmente pra mim, cairam lentamente por terra pelos rumos daquela conversa.

Eu estava super animado para ir ao cinema com ele na quarta feira e estava combinando no msn. Foi então que ele começou:

"Rod, eu não quero te enganar... Preciso te pedir que não se apegue muito."

"Por que tá falando isso?"

"Lembra que eu contei que achava que namorava?"

No sábado da virada, enquanto nos conheciamos, ele tinha me falado sobre um cara que "achava que namorava", mas que na verdade não estava namorando.

"Lembro..."

"Então, na verdade eu estou namorando sim..."

Fiquei desconfiado, considerando que no evento ele tinha dito que não estava.

"Olha, Dan, pode ficar tranquilo, se você não estiver namorando e nem estiver a fim de mim, é só me falar, eu vou entender."

"Não, Rod, não é isso, pode perguntar ao Albano, ele sabe!!"

"E por que você não me contou?"

"Por que eu curti muito você... mas devia ter sido mais claro..."

"É, devia."

"Espero que possamos ser amigos... e vamos sim no cinema."

"Não sei, Dan... Estou assimilando tudo."

"Pode me xingar se quiser..."

"Ok, vou pensar em tudo isso e se preciso te xingo depois."

Saímos do msn. Tenho que confessar que nesse instante, algumas lágrimas começaram a insistir em sair. Não por frescura,  por ter sido rejeitado ou por estar magoado, mas sim de ódio, por ter sido enganado por mais um cafajeste com cara de santo. Levei a primeira punhalada...

Conversei com o Albano, que contou que o namoro do Danilo era psicológico, ele achava que estava namorando mas não via o cara a semanas, logo era um namoro em sentido figurado. Mas se ele estava dando aquele tipo de desculpa, significava que não queria mais ficar comigo. Max apareceu e eu avisei que não estava pra brincadeira. Ele então foi carinhoso, me ofereceu um abraço e fiquei pensando nele... Fui dormir pensando no idiota que eu era e em como ser gay era miseravelmente ruim, em como eu queria me apaixonar por uma mulher e ter filhos, ser feliz em uma vidinha comum e simples como a maioria dos que eu conheço...

No dia seguinte levei uma bronca do Fulano, que disse que o meu problema era estar usando várias pessoas como estepe: Caso falhasse com o Danilo, eu teria o Max, o Tyler, o segurança, o Thinker... Enfim, eu me apoiava nas pessoas e não me dedicava a uma só. Não me senti nada bem pensando em usar as pessoas como estepe, mesmo por que na noite da virada eu fui o estepe do solitário Danilo...

De noite, encontrei o Max no msn, que ao ler o post em que eu ficava com o Danilo retirou o abraço que me deu. Decidi me redimir: se eu o estava usando como estepe, aquilo tinha que acabar:

"Olha, Max, eu sei que te dei muitas esperanças, mas agora estou retirando todas elas. Preciso lhe pedir desculpas por todas as cachorradas que eu fiz e pedir que, se meu blog te magoa, que você pare de lê-lo. E de agora em diante eu libero nós dois de qualquer possibilidade, pois estamos ambos presos um ao outro e temos mais é que viver nossas vidas."

Claro que a resposta que eu levei não foi das melhores. Ele falou tudo que eu deveria ter falado para o Danilo. Aquilo parecia uma brincadeira de gato e rato, magoando e sendo magoado...

""Vou me esforçar pra não pensar mais em você. Vou esquecer você. E quando você levar vários pés na bunda, se lembrará que eu um dia gostei de você..."

Acho que acabou... Mas foi uma bela punhalada...

Dia seguinte, no dia do cinema, conversei novamente com o Danilo. Como estava chovendo, decidimos não ir. Eu devo confessar que estava disposto a tentar algo com ele caso rolasse no cinema, afinal aquele era um namoro psicológico... Mas na conversa do msn, ele deixou as coisas bem mais claras...

"O rolo é maior ainda, Rod... por que tem um carinha que eu gosto que mora no Rio de Janeiro. Ele veio aqui e ficamos uma vez, e eu quis namorar mas ele não acredita em namoro a distância. Então, combinamos que em junho, quando ele vier fazer a pós em são paulo, nós iremos namorar... Ai vou terminar com meu atual namorado..."

Desculpem a palavra.... mas com que putinha eu fui me meter... Naquele momento, na terceira punhalada que levei, desencanei de vez. Não quero nem amizade com uma pessoa dessas, que usa outras como estepe... Como eu estava fazendo...

A conclusão pra tudo isso é que o universo em que vivemos é instável. Parece que todo mundo está sempre enrolado, vivendo de possibilidades. O que me consola é que aqueles que muito querem, às vezes terminam sem nada. Que não venham chorar pra mim depois, quando estiverem sozinhos... Faço minhas as palavras do Max pro Danilo. Agora é começar de novo... do zero, pra variar...
terça-feira, 18 de maio de 2010

Virada Cultural: Parte Final: Varando a Virada...



Ele confirmou que sim, timidamente, e passamos a caminhar de mãos dadas. O Mauricio até veio com graça:

"A multidão passou, gente... Podem soltar."

Nem ligamos. Passamos pela praça da República e paramos novamente. Vanessa e Danilo queriam ir embora, mas Albano insistiu que ficassem um pouco mais. Caminhei um pouco a frente com o Danilo:

"Eu não tenho coragem na frente deles, rsrs..."

"Sério? Você me assustou... Não tenho coragem na frente de ninguém. Em público é embaçado."

Trocamos telefones e ele me confiou o seu de casa. Minhas pernas, como o previsto, já estavam mais pra lá do que pra cá, eu estava morto de tanto andar. Paramos na frente de um bar e a Vanessa foi comprar doces com o Lucio, com o qual estava caminhando de braços dados. Aproveitei essa hora, agachei com o Danilo e logo o Fê começou a beijar o Albano. Levantamos de novo e eu, cansado, levei a mão do Danilo nas minhas costas, deitei minha cabeça no seu ombro e ficamos assim um tempo. Começou a tocar a primeira parte de Réquiem de Mozart



Eu tinha que beijar ao som daquela música. Mas e a coragem?? Rsrsr. Comecei a beijar seu pescoço, mas ele sorria timido, sem conseguir fazer nada. Ainda assim foi ótimo.

Caminhamos mais um pouco mas o pessoal queria voltar a dançar, já eram umas cinco da manhã. Eu, Danilo, Vanessa e Munhoz decidimos enfrentar a gigantesca fila de entrada da estação e nos despedimos do restante do pessoal, que foram ainda com disposição dançar.

Munhoz se separou de nós ainda no metrô e me despedi da dupla na Barra funda, com muito sono. Abracei ele, e pedi pra me ligar. Assim acabou a noite da virada. Cheguei em casa às oito e dormi até meio dia. Que noite sensacional.... simplesmente sensacional, superando todas as expectativas (que foram muitas). Sempre quis ter uma turma gay, acho que finalmente está acontecendo!!!
segunda-feira, 17 de maio de 2010

Virada Cultural: Parte III: Mãos dadas



Aquela noite estava esquentando. Ficamos dançando na pista por muito tempo, e eu sabia que mais tarde teria dor nas pernas, pois não estou acostumado a ficar dançando e me sacudindo. Mas continuei. Os dois garotos que nunca soube o nome decidiram partir e nos encontrariam depois. O Albano sumiu por um tempo, ficamos os cinco dançando de boa, o Danilo começou a se soltar mais.

Mauricio recebeu uma ligação e disse que um amigo dele estava vindo.

"Acho que ele quer ficar comigo..."

Falou, sem nem ligar. Albano reapareceu e nos chamou para fora da pista ao ar livre, para encontrarmos com mais dois amigos dele, Munhoz, um cara meio renato russo e Lucio, bonitinho até. Munhoz contou estar andando desde o meio dia, e que estava muito cansado. Compraram um vinho e começaram a beber. Eu tinha que ir ao banheiro e o Mauricio recebeu sua ligação novamente, decidindo esperar com a turma até eles chegarem. Tive vontade de ir no banheiro mas não queria ir sozinho, pois poderia me perder.

"Quer ir ao banheiro?"

Perguntei ao Danilo, que decidiu me acompanhar com a amiga, pra variar. Foi bem legal, fiquei a fim do Danilo, que vira e meche me dava umas olhadinhas e sorrisinhos. Será que estava a fim?

Quando voltamos do banheiro, os dois amigos do Mauricio tinham chegado. Ambos afro-brasileiros, um deles era o que Mauricio queria (ou não queria) ficar, Eliel. O outro era muito calado. Também não descobri o nome dele. E descobri que o Albano e o Fê estavam juntos, pois estavam dando uns amassos. Nem desconfiava.

Voltamos para a pista, mas lá estava um inferno. Muito lotada. Ficamos só um pouco e saímos. Então o Albano falou do show de reggae, e decidiram ir para lá. Mas o problema seria chegar, já que era bem longe de onde estávamos. E também seria bem mais tarde. Fomos caminhando para a República e o Lucio começou a conversar com o Danilo. Senti uma pontinha de ciúmes, que estranho. Querendo ou não, o Danilo era o que eu mais tinha conversado aquela noite. E tinha gostado disso. Conversei um pouco com o Lucio também, que contou fazer mestrado em fisioterapia.

Vanessa contou que descobriu que os dois amigos de Mauricio não eram gays, mas eu e Danilo duvidamos. Depois de muita andança, muita paciência (o Munhoz começou a cantar...) e muita doideira chegamos à praça em frente ao grande cartão postal de sampa. Descobri que eu era o mais velho do grupo (nossa, tô ficando velho) e o vinho estava rolando solto por ali. Descemos ao Anhangabaú e paramos novamente. Tinham umas pedras no chão e Danilo e Vanessa se sentaram. Me agachei próximo a eles e tentei escutar o que falavam.

"Pudesse escolher............. seria?"

Ouvi ela falar.

"Este aqui..."

Ele respondeu.

"Este?"

Não podia olhar para eles pra ver se falavam de mim, e ela me chamou.

"Rod... pega o vinho pra mim?"

Fui pegar o vinho com os rapazes, morrendo de curiosidade se o que eu estava escutando condizia com o que eu estava pensando que estavam falando, e voltei com o vinho. Os dois se levantaram e continuamos caminhando.

Fomos rumo ao temido show de reggae, muito lotado. Para conseguir chegar lá no meio, decidimos fazer um trenzinho de mãos dadas. Dei a mão pra Vanessa na frente, que segurava a de Danilo, e peguei atrás na de Mauricio. Fomos caminhando em meio ao empurra-empurra, guiados pelo Albano que queria chegar lá perto do palco. Foi o local menos civilizado que pisamos e o pior, com uma núvem de fumaça de maconha no céu, impregnando nas nossas roupas.

Chegamos lá no centro e fizemos uma roda com as dez pessoas reunidas.

"Agora, povo, é só fechar o olho e curtir o som..."

Foi o que fizemos, não de olho fechado, mas abri minha mente para aquela música molenga (me perdoem os regueiros), tentando ouvir sem reclamar. Danilo estava longe de mim, estava um aperto naquele local. Eliel foi mijar e Mauricio contou que pediu pra ficar mas ele não quis. E disse que não estava nem ai. Depois ele voltou, e o Lucio começou a dançar mais próximo dele. Bem mais próximo. O Mauricio ficou olhando com ódio para a cena: Lucio dançando e passando suas mãos na cintura do Eliel, que estava de costas para ele. O rapaz quieto se enjuriou e caiu fora dali. Minha mente foi longe, dando uma viajada legal e me imaginei falando pro Mauricio:

"Quer uma vingancinha?"

Em seguida, eu o beijava diante do Eliel. Claro que isso não rolou, mesmo por que olhei pro Danilo e imaginei ele ficando triste, rsrs.

Teve um momento que começou um empurra-empura e ficamos todos bem grudados. Fiz questão de ficar de frente pro Danilo nesse momento e levei minha mão ao peito dele. Inevitavelmente, comecei a sentir os efeitos colaterais. Não sei se ele chegou a sentir. Nossos rostos ficaram muito colados, ele com seu sorrisinho tímido. Pena que a confusão passou. Depois de muito tempo no reggae, decidimos sair. Pegamos nas mãos novamente. Dessa vez, me afastei da Vanessa e fiquei por último, atrás do Danilo. Peguei no ombro dele e no braço.

Foi então que sua mão se estendeu em suas costas, pedindo a minha. Peguei na mão dele e fomos saindo pelo meio das pessoas. Começamos a mecher levemente os dedos, como se fizesse carinho. Ele então puxou minha mão para frente e colocou na barriga dele, como se eu o abraçasse. Adorei aquilo. Saímos da multidão, e então eu falei:

"Posso continuar de mãos dadas com você?..."

domingo, 16 de maio de 2010

Virada Cultural: Parte II: Uma loooonga noite

Uma grande colisão estava nas expectativas dessa virada cultural. Ano passado, eu tinha ido sozinho no evento e tinha sido demais. Estranhamente, esse ano conheci mais pessoas e então resolvi convidar todo mundo de uma vez só. Chamei o Max, que disse que iria com umas amigas, chamei o Tyler, um garoto que ainda contarei a breve história, a quem chamo de "marido", Thinker, o leitor do meu blog eu quase chamei, mas ele disse que ficaria pouco (e meu objetivo era varar a noite), o ex-namorado do Ed (que ano passado apareceu com ele lá na e ficou mais ou menos uma hora, eles estavam juntos na época) e o segurança. Enfim, toda uma gama de pessoas que conheci ao longo desse ano e dos anteriores. E com o Albano. Este foi o único que consegui confirmar realmente.

Marcamos de nos encontrar oito e meia na transferência do trem para o metrô, e ele atrasou bastante. Como não nos conhecíamos, fiquei pensando que todos eram ele. Finalmente ele chegou acompanhado de um rapaz de um metro e noventa e uma garota e dois caras. Apresentou-nos, não guardei o nome de todos:

"Este é o Turco."

Era o rapaz de um metro e noventa. Depois de apertar a mão de todos é que o Turco me puxou para o lado.

"E ai, cara,tudo bem? Finalmente nos conhecemos."

Sim!! O Turco era o cara pelo qual eu tinha conhecido o Albano. Como tive mais contato com o Albano. Conversamos uns minutos e ele falou que não estava namorando, mas que tinha bastante gente de internet querendo.

"No caso, não confio nesses caras... Agora com você e o Albano, é diferente. Nos conhecemos agora."

"É, é sim..."

Respondi, ainda assustado com o tamanho dele. Infelizmente ele teria que ir embora, pois para sua mãe ele estava trabalhando. Albano ainda estava esperando o Mauricio, aquele que levei na "T". Logo ele chegou.

Eu queria ver o show de orquestra que tocaria Carmina Burana na estação da luz, era a única programação que tinha em mente. Mas o Albano disse que seria dificil chegar lá, eu tinha combinado com eles que iria lá as dez e depois os reencontraria. Mas acabei pegando o trem com eles e indo para o Anhangabaú, onde iria pegar mais pessoas (quanta gente esse cara conhece?)

No grupinho, estava eu, Albano, Fê, um rapazinho que frequenta a "T" (eu meio que o reconheci, será?), Mauricio, Vanessa e Danilo (estes dois amigos, ele conheceu o Albano e ela foi de companhia).

"Ele é hétero?"

Perguntei baixinho ao ver ele agarrado com a menina.

"Rod, olha pra cara dele, rsrs. Não, ele não é hétero."

Até que era bonitinho o rapaz. Caminhamos do Anhangabaú para a República meio perdidos. Eu  fiquei mais perdido que o resto, pois as panelinhas sempre inevitáveis estavam formadas a nível de intimidade. Albano com seus dois amigos mais conhecidos e a menina com o carinha. Aos poucos fui concluindo que seria uma looonga noite, mas não estava nem ai, só fui curtir, mesmo que ficasse sozinho, aquela noite seria inesquecível como a do ano passado. E de fato, foi...

Chegamos na República, onde vimos alguns gostosos praticando Le Parkour, eu fiquei de olho, hehe. Vimos algumas pessoas com mapas da programação da Virada e eu perguntei a uns desconhecidos aonde arranjava, mas eles disseram que tinham pego no dia anterior. Acabou que o Danilo conseguiu com uma mulher bondosa. Os dois amigos de Albano chegaram, um de dezoito anos e outro menor que disse ser hétero. Não soube o nome dos dois. Fê queria achar uma pista gls e começamos uma jornada em busca de uma. Mas achar ali seria meio complicado, considerando que em nosso guia não tinha especificado. No caminho para a Sé, me aproximei do Danilo e da Vanessa e começamos a conversar um pouco. Contei que não era assumido, ele era, mas os pais o colocaram em uma psicóloga para tentar curá-lo. Ele então disse que funcionou e seu pai acreditou. Mas mãe sempre sabe...

Chegamos na Sé. Estava rolando uma grande balada, mas não ficamos ali por muito tempo, pois o Fê insistia em um local gls. Descemos de volta ao Arouche, onde achamos uma pista e começamos a dançar. Adorei o jeito tímido do Danilo dançando (ele nunca foi em uma balada). O clima ficou mais agradável e a noite estava só começando...
sábado, 15 de maio de 2010

Virada Cultural: Parte I: Pré-Virada (homem livre)



Bom,o dia de hoje foi interessante. Na verdade ainda não foi a Virada Cultural em si, mas fui em um evento de estágio, por que também preciso trabalhar. Saí de casa umas duas e meia, três horas, não lembro bem e dormi no trem. Acordei entre a lapa e a barra funda, eentão avistei um rapaz. Bonitinho, fiquei olhando disfarsadamente, como quem não quer nada, e até pensei em passar minha estação caso todo mundo descesse do vagão. Mas entrou um cara bem horripilante e decidi descer na barra funda mesmo. Ele desceu junto e então andamos meio lado a lado, eu desacelerei o passo. Olhei pra ele, ele olhou pra mim e falou:

"E ai..."

Respondi, perguntando o nome, era Ronaldo. Estava voltando de seu estágio no banco, e pedi o telefone dele. Trocamos telefones, garoto simpático, pedi pra ele ligar mesmo,e ele falou:

"Não só ligar, heheh"

Depois disso, segui viagem para a palestra que seria no parque do Ibirapuera. Sempre que vou nesse parque, tenho vontade de morar lá, é muito delicioso. Caminhei muito até chegar lá, e mais vinte minutos até chegar na área do evento. Cada cara bonito pra admirar. Claro, eu divido os homens em duas classificações básicas: Aqueles que admiro a beleza e aqueles que efetivamente tento algo, que eu gosto, que são os mais comuns. Não curto cara bonito pra ficar por que sei que a relação não iria longe e que eu ia sofrer com insegurança e morrer de ciúmes. Mas enfim...

Cheguei na feira de estágio, evento lotado,bem legal. Caminhei um pouco até achar um estande 3d, onde me acomodei e assisti uma palestra de dois professores falando do programa de modelagem 3d Maya, fiquei fascinado, sempre tive vontade de aprender 3d, já até fiz curso mas um amigo de faculdade acabou destruindo meus sonhos, mostrando pra mim que o que eu fazia não era suficiente. Mas quero ainda aprender o básico e fazer algo no gênero. Fica pro futuro.

Depois fui a uma palestra chata de mais de uma hora sobre como sobreviver em uma empresa, gozado que fiz tudo ao contrário na empresa que eu queria que me mandasse embora e no fim funcionou, heheh... Daquelas palestras onde o próprio palestrante é daqueles obcecados em agradar a empresa e que esquecem o humano por detrás de um funcionário.

Saí do parque às oito da noite, muito legal lá a noite, mas não vi movimento gay como disseram que tinha. Será um mito? Amanhã tem virada cultural, ai sim veremos como vai ser.

Quando estava voltando no trem, morto de tanto andar, comecei a ler alguns materiais que ganhei lá. E um deles me chamou a atenção. Uma matéria em uma revista escrita por Marcelo Sando, um filósofo, andarilho e escritor que ganha a vida viajando e escrevendo sobre o que vê e quem vê. É um máximo... Ele citou uma frase de Rousseau: " O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada." Frase que me atingiu com um tapa na cara, já que eu estava pensando em voltar para a logistica por causa da dificuldade de arranjar emprego como designer. Mas design é o que eu amo, e será o que me fará ser livre por fazer o que eu quero. Adoro sinais do destino.
quinta-feira, 13 de maio de 2010

Virada Cultural: Grandes Expectativas



Expectativas à mil com esse fim de semana.

Aqui em São Paulo vai acontecer o evento mais esperado do ano (não, eu não curto parada gay). É a VIRADA CULTURAL. Das seis da tarde de sábado às seis da tarde de domingo, vinte e quatro horas da mais pura cultura. Mas antes dela, terei uma feira de estágios amanhã, no parque do Ibirapuera, um evento gigantesco, tomara que agora eu arranje meu estágio. O evento será amanhã, e sábado, depois das seis, começará a grande saga. Estou chamando algumas pessoas bem diferentes mas acho que no fundo ninguém vai. Nem ligo, ano passado eu fui sozinho e nem por isso curti menos o evento!!

Vamos ver no que vai dar. Torçam por mim,rsrs

Expose III: Quebra de Segurança

Terminei com o segurança... mas como terminei se nem comecei? Estranho, não?

Fui conversar com ele numa quinta feira (passo por lá um dia, fico uns três sem passar, sópara disfarsar...) e ai ele me contou que estava com vontade de terminar o namoro. Meu coração ficou a mil. Mas então ele falou:

"Rod... eu quero um homem... e ele é, mas às vezes deixa a desejar."

Uau. Bom, esse segurança com certeza gostava de uma boa pegada. E eu, com minha falta de experiência no ramo não poderia lhe propiciar isso. Mesmo assim fui pra casa com alguns chuviscos de esperança.

Semana seguinte, falei com ele e ele me contou uma coisa que me deixou arrasado:

"Encontrei o telefone e e-mail de um aluno da unifieo no banheiro, e mandei um e-mail para ele falando sobre minhas intenções. Falando que quero algo sério."

Eu estava ali, na frente dele, e ele falando deoutro aluno. Fui forçado a desencanar. Contei a ele que tive um encontro com o Max e ele falou que a única forma de saber se eu queria ou não era transando... belo conselho para um vadio...

Passou um tempo e o encontrei no msn. Conversamos um pouco, perguntei se ele ia na Virada Cultural e ele falou que provavelmente ia. Passeimeu celular a ele e ele falou que ligaria avisando. No msn, ele tem a foto padrão de um cachorro.

"Ei, por que não põe foto ai?"

"Ah, prefiro não colocar."

"Pow, tem orkut? Queria ver uma foto sua. Sem o paletó de segurança... apesar dele ser sexy..."

"Hm? Tá de olho em mim, é?"

"Hahahaha"

Disfarsei com a risada por não saber o que dizer. Esperei alguns minutos até ele responder.

"Somos amigos... você sabe que nossos interesses na cama são os mesmos..."

Pronto. Levei um fora sem pedir. Eu já tinha desencanado e o caraainda vem me dizer que somos amigos.

"Não, não se preocupa. Somos amigos! Nem esquenta. Mas ainda querouma foto sua, vou tirar com meu celular."

"Cara, você quer me queimar aqui na facul, né?"

"Tá louco? Claro que não. Nossa, essa é a confiança que você deposita em mim?"

"Ah, desculpa, nos conhecemos pouco, e tem muita gente maldosa por ai."

"Eu respeito aqueles que não querem se assumir, mesmo por que também não sou assumido. Pode confiar."

E ficamos nisso. Minha exposição, minha grande revelação... jogada para o vento. Quando terei coragem de fazer isso de novo? Mais uma história que fica no departamento de sonhos não realizados. Que cara de sorte eu sou. É a vida. 

Como foi meu primeiro encontro com o Rod



Em uma madrugada qualquer estava rodando atrás de sites pessoais para ler, e sem querer chego ao Nosso Lugar ao Sol, e tentei puxar a memória mas não encontro de onde e como cheguei ao blogger. O primeiro post lido foi “Primeira vez: Parte I: Loirinho boyzinho”. Após ter me chamado atenção desse Título de post me prendi a ler todos os anteriores e esperar os demais, tanto que no primeiro dia terminei de ler às 5h30m da manhã rsrs... Ao amanhecer, espalhei para todos os meus amigos que existia um blog que contava as aventuras de um menino virgem, que queria deixar de ser, alguns leram mas não continuaram e assim foi todo dia esperando a continuação do post... assim, fui conhecendo o autor do Blog o Rod que é muito engraçado e chato ao mesmo tempo, minha primeira experiência de conversar a distância com o autor de algo que leio, além de representar uma grande honra para mim o convite do autor para escrever algo para o seu “diário pessoal virtual”.
Me lembro que quando saiu o post que o tão sonhado desejo de perder algo, se concretizou e foi postado a minha indignação foi imensa... [rindo ao escrever isso]... e relatei ao Rod o que pensava sobre o caso, e aí começamos a ter conversas mais livres e soltas, ainda não me apresentei mas me chamo Douglas moro no Norte no Brasil, e não pense que são os estados do Nordeste, e sim do Norte [ Amazonas, Pará, Tocantins etc...] tenho 23 anos, e outras coisitas mais rsrs... possuo um Blog também, que o Rod disse que ia me seguir mas nunca o fez rsrs... [CONTINUANDO]

Após os encontros para a perda da virgindade, veio a minha primeira briga com o Rod, assunto... um dos encontros dele [que ao meu ver foi o melhor e o mais proveitoso rsrs], pois ainda acho que o Menino que Rod saiu foi injustiçado rsrs. E os comentários estão lá no post, e até hoje conversamos trocamos idéias e atualmente participo de forma abusada em comentários no próprio blog e via msn, adoro conversar com o Rod e ele se tornou um bom amigo de fevereiro para cá, pena que ele não sabe escolher homens rsrs... Ele possue o mesmo defeito que eu... O Coração é Burro e o Dedo que escolhe é podre... Contudo, vamos caminhando e cantando e seguindo a canção... rsrs... Abraços a Todos os Leitores...
quarta-feira, 12 de maio de 2010

Deus ex machina (Dias de cão)



Tenho vivido dias de cão. É trabalho de facul pra fazer, brigas constantes com meu grupo de trabalho, brigas em casa por eu não arranjar um emprego, reforma em casa, o que à torna um ambiente hostil, além dos costumeiros dilemas de um adolescente tardio que não sabe o que quer da vida.

Hoje tive a apresentação de um trabalho de psicologia, trabalho esse que deu muitos conflitos internos no meu grupo de faculdade. Somos em cinco, quatro homens e uma mulher. De nós quatro, um deles é um deficiente que acolhemos, infelizmente ele não pode nos ajudar muito. Dos três rapazes, eu sou o único que não trabalha, o que acaba sobrando pra mim na hora de fazer trabalhos. Mas nesse trabalho de psicologia, resolvi me afastar pra cuidar de outros trabalhos e deixei a cargo deles. Aconteceu que um deles, Cauã, é um encrenqueiro, parece ter duas personalidades, sempre calmo e que dá aqueles tapinhas nas costas (que pra mim é sempre falsidade, na boa) e as vezes dá uns surtos psicóticos e começa a atacar todos. Em um desses ataques, a menina do meu grupo chegou até a chorar.

Além do stresse de trabalhos, aguentar uma pessoa inconstante não é minha praia, então estou querendo sair do grupo, o que pode ser fatal em um último ano, com TGI pra fazer. Como sempre, não sei o que quero da minha vida. Ontem a noite, eu e o Cauã ficamos no msn acertando o trabalho de psicologia, pois sozinho o grupo não deu conta, como já era de se esperar. Estressado, fui dormir às duas da amanhã e como psicologia era no segundo horário, às nove e vinte, resolvi matar a aula de legislação e dormir mais um pouquinho.

Foi ai que meu dia de cão começou...



Acordei oito e meia... O maravilhoso friozinho paulista me prendeu debaixo das cobertas e eu agora tinha quarenta minutos para percorrer um caminho que faço em cinquenta caso não perca o trem...

Perdi o trem...

Isso me dava desvantagem de quase trinta minutos. Liguei a cobrar para o grupo contando que tinha perdido o horário e que estava correndo para lá. Menti que estava na segunda estação do percurso enquanto ainda estava esperando o trem na minha cidade... Desesperado...

O trem chegou. As estações estão em obra por causa do projeto expansão e percursos que geralmente se fazem em dez minutos são feitos em vinte a trinta. Não sei como consegui chegar nove e vinte na estação de osasco... Mas ainda tinha o percurso de quinze minutos até a facul, então tirei a blusa, guardei o celular na mochila com a carteira e comecei a correr.

"Vou pedir carona!!!"

Foi o que eu pensei, mas não tinha cara de pau pra isso. Então avistei um taxi na porta da estação. Será que era caro? Continuei correndo, olhando para o taxi do qual saia um homem na maior lerdeza. O taxi então acelerou e eu fiz sinal.

Ele não parou.

Nove e trinta.

O professor era chato, já estava até vendo a bronca.

Continuei correndo, até que cheguei na ladeira que preciso subir para atravessar o bairro até a facul (ela é tão grande que ocupa um quarteirão e eu precisava chegar do outro lado do quarteirão depois da ladeira, o que daria uns quinze minutos).

Foi então que... Deus Ex Machina (termo de reviravotas nas histórias gregas, em que um Deus descia do céu e resolvia todo o conflito), do outro lado da avenida tinha um homem parado dentro de um carro e começou a acenar. Ele perguntou algo que eu não ouvi.

"O que??"

Perguntei, sem parar de correr.

"Quer carona???"

O que?? Ele estava, do nada, me oferecendo carona? Não pensei duas vezes, atravessei a avenida e entrei no carro (que perigo), ele era um senhor com uma criança no banco detrás.

"Eu vi você acenando pro taxi, vim buscar meu filho e fiquei esperando você aparecer, vi você correndo, lembro que já corri muito por causa de trabalho e senti que você precisava de ajuda."

"Com certeza eu precisava, muito obrigado!!!"

Fizemos em um minuto a travessia de dez e eu sai do carro agradecendo muito aquele anjo, correndo pra facul em seguida. Abri a porta do laboratório de apresentação e alguns alunos da sala falaram:

"Apareceu!!"

Não era eu que tinha aparecido, mas a imagem no telão do grupo. Ao que aparece, falhas técnicas atrasaram o início da aula, e ali estava eu, pronto pra apresentar um trabalho meia boca e sem ensaio.....

... que o professor (também gay, vive sofrendo preconceito da sala) acabou adorando!!

O dia de cão acabou, enfim...
sábado, 8 de maio de 2010

Dicas ao Sol: O lobo...



A dica de hoje vai para todos os que morrem na praia, todos os que não se atrevem. Todos os que não lutam. Todos os que caem e não se levantam. Todos os que sonham e não realizam. Todos os que não aproveitam o momento que pode mudar sua vida e determinar seu futuro.



Aos que não têm coragem... e aos que não ousam, na zona de conforto...
quinta-feira, 6 de maio de 2010

O amigo do meu colega virtual



Outro dia conheci um rapaz na internet. Normal, adicionei. Era boa pinta, bonitas fotos e tal. Só que ele estava com o status de namorando. Então eu perguntei no primeiro contato:

"E ai, mora aonde? Tá namorando?"

Depois de um tempo, ele respondeu:

"Não tô namorando não, é só fachada."

Legal, então eu poderia investir. Seu nome era Turco. No dia seguinte, um outro rapaz, de nome Albano, me adicionou também. Fotos legais. Tinhamos um amigo em comum: Turco.
Adicionei o Albano no msn, tal como o Turco. Primeiro falei com o Turco, que perguntou:

"Como conheceu o Albano?"

Expliquei que ele me adicionou, e o Turco fez questão de explicar que uma vez ficou com o Turco mas que agora estava de boa. E estava ficando com um outro cara. Normal.

Então, o Albano veio falar comigo. Perguntou se eu conhecia o Turco, falei que ele estava ficando com alguém. O Albano também estava ficando com alguém, logo eu não tinha chance com nenhum dos dois. Ele me pediu meu telefone e assim que eu dei, meu celular tocou. Era ele.

"Oi, tudo bem? Só liguei pra confirmar o número."

Voz legal, comecei a rir e gaguejar (de nervoso), desligamos rápido e ele falou que gostou de mim...

No dia seguinte, Albano contou que o Turco veio tirar satisfações do por quê dele ter me adicionado no msn. Achei estranho. A noite, falei com o Turco, que estava indignado e contou que seu ficante atual era o Albano. Surprise!!

Turco mostrou-se um pouquinho frustrado, dizendo que não ligava mais e até mudou o status do orkut de "namorando" para "solteiro". O Albano apareceu então no msn e me enjuriei dos dois fazendo doce, o Albano disse que o Turco e ele não tinham mais nada. Que palhaçada... Juntei então nós três em uma conversa de grupo. E ali, o Turco escreveu:

"Albano, eu gosto de você... e Rod, gosto de você como amigo."

Albano então escreveu:

"Gosto muito de você Turco."

Fiquei feliz que os dois se entenderam. Até comemorei naquela conversa que estávamos tendo. Mas então o Albano completou:
"Rod e Turco... Ótimos amigos tendo uma conversa.

Balde de água fria... Acho que acabou entre eles.

Pelo telefone, combinei com Albano de irmos na "T" domingo. Também chamei o Max e uma amiga, a Carol. Todo mundo deu pra trás. No domingo o Albano me ligou dizendo que não ia, mas que tinha um amigo dele que ia, só que não sabia como chegar lá. Quem ia servir de guia? Euzinho.

Esquisito é pouco para essa situação...

Pior, marquei na catraca da Barra funda e nada dele aparecer. O horário de Vip é das sete às oito da noite. Eram 7:30 quando o Albano ligou, descrevendo o rapaz. Fui pra um lado da estação, onde ele deveria estar, mas ele estava lá do outro lado. Mauricio era seu nome, peguei ele e fomos. Bonitinho, 18 anos, pegamos o metrô e ele foi na maior lerdeza. Três metrôs depois, eram 8:10 quando chegamos na porta. Tivemos que implorar pra entrar. Combinei com ele de, se nos perdêssemos, nos encontrarmos às onze na porta da "T". Cinco minutos depois, o Mauricio conversou com um carinha e se arranjou. Rápido ele...

Noite arrastada, vi o Tom ficar com o primo do loirinho boyzinho, que veio falar comigo depois de tanto tempo. Ele tá namorando, e olha que ele não queria namorar... Na hora da saída nada do Mauricio. Fui embora, sem remorso.

Enfim, conheci um carinha na net que me apresentou seu ficante, que me apresentou seu amigo. Os três estão pegando e eu terminei como comecei. Obviamente...
terça-feira, 4 de maio de 2010

Dicas ao Sol: Validação



Bom, amigos leitores, enquanto passo por um período de correria constante, vou atualizar o blog com dicas, heheh.... Aqui vai mais um curta muito legal sobre Comunicação e Motivação, meus prediletos. Está dividido em duas partes o legendado, infelizmente. Vale a pena!!



Bom filme, deixem comentários!!
segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dicas ao Sol: Curta sobre comunicação

Inauguro com orgulho o espaço onde darei ótimas dicas daquilo que eu gosto, pra que vocês comecem a gostar, não necessariamente no cenário GLS, afinal, sou um designer que sempre estou de olho de tudo alternativo que lançam por ai, preparem-se para o melhor e o pior da web e além!!



Este é um curta metragem que me deixou pensativo em relação às oportunidades e à comunicação das pessoas, além de motivação... muito bonito. Vale a pena.