sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Início de ano: Parte VIII: Final: Brainstorm: Sonhos esperando



O mês de Janeiro está quase se findando. Foi um mês de muitos encontros, frustrações, desencontros e surpresas. Posso dizer que nesse mês encontrei QUASE todos os meus amigos. 

Me encontrei com o Fulando, vindo da sua terra distante para passar as férias e tivemos uma discussão no meio de uma viagem de trem. Chegamos à bizarra conclusão de que à distância nos damos melhor do que perto.

No início do filme Harry Potter e as relíquias da morte, uma cena me chocou muito. Hermione, uma das principais, apaga suas fotos dos álbuns de família e a memória de seus pais de que ela existiu, como o prenúncio de uma guerra prestes a começar. Como eu queria me apagar da existência por um tempo...

Eu e o Doug tivemos uma DR por msn na qual discutimos sobre nosso lance. Ele disse que não sentiu interesse da minha parte e dançou conforme a música. Realmente não demonstrei interesse. Ele me ofuscava demais. Por enquanto não sou nada. Sou só um coletivo de sonhos esperando se realizarem...

Minha vida amorosa tem sido nula. A ordem agora é resolver socialmente pra depois investir emocionalmente. Sem grana não dá nem pra existir hoje em dia. Compro, logo existo... Não penso assim, porém a sociedade consumista nos obriga a nos adaptar. O único programa para pessoas sem dinheiro é passeio no parque, que eu adoro, mas que não agrada muita gente. Ah, e São Paulo é uma cidade mega cultural que oferece diversos eventos também, mas pra achar é difícil.

Isso me lembra a Hayashi, uma "amiga" que brigou comigo por eu não ter grana pra sair com ela e por não gostar de me socializar com os amigos dela... Ela me visitou no portão de casa depois de eu achar que nunca mais a veria. E foi muito estranho. Não consigo fingir que tudo está bem quando não está. Essa coisa de amizade é complicada.

Essa complicação pode ser vista no filme "a rede social", chocante e épico, mostrando o criador do famoso facebook como um rapaz mesquinho que traiu o melhor amigo para ser o jovem mais rico do mundo. Adorei a ironia: O homem que criou a rede social de um milhão de amigos não tem nenhum amigo...

Tive um desencontro com o Ed no dia que fui procurar emprego na Lapa, local onde ele pega ônibus para voltar ao fim de mundo onde mora. Uma pena não tê-lo encontrado, soube que ele pintou o cabelo de roxo. Eu ia rir muito.

Assisti a animação Como treinar seu dragão... como a amizade com os animais é sincera... o filme é sensacional, quase fui às lágrimas em alguns momentos. Estou tão emotivo ultimamente... Falando em bichos, me lembro que minha cachorra está doente, preciso de grana pra levá-la ao veterinário. Minha precisão por dinheiro me levou a atitudes bem controversas a tudo que discursei no ano passado. Fiz entrevista para um sub-emprego e estou na fila de espera deles, agora estou vivendo uma bomba-relógio: Preciso arranjar emprego na minha área antes que me chamem por lá.

Eu e o Primo íamos a uma balada juntos mas devido a uns desentendimentos com o Albano, acabei não indo.

Nesse momento, vivo um dilema moral. Não posso entrar em detalhes, mas há uma coisa que se eu fizer, pode realizar um sonho que tenho, mas ao mesmo tempo, a burocratização por trás da realização desse sonho pode botá-lo a perder. Tenho que decidir se dou esse salto no escuro ou se adio o sonho em nome de sua segurança... ''Há nos negócios humanos uma corrente cujo fluxo, ao ser seguido, leva ao sucesso:Desprezado, todo o curso da vida do homem confina-se aos baixios e as tormentas" Segundo a presidente dos estados unidos na série 24 horas em sua última temporada e reta final eletrizante, essa frase da peça Julio Cesar de Willian Shakespeare significa: "É agora ou nunca", o que me faz lembrar da frase tema do filme póstumo do Michael Jackson This is It...

Eu e a Samara nos encontramos em Osasco. Ela, vinda do Piaui para passar as férias está do mesmo jeitinho da última vez que nos vimos, dois anos atrás. O passeio foi bem tranquilo, mas sem grandes novidades.

E assim vou indo, caminhando com todas as dúvidas e emoções desse princípio de 2011... em um mês está assim, que dirá em doze. Mês que vem, Nosso Lugar ao Sol faz aniversário de um aninho. Espero conseguir alguma surpresa (mas não garanto).

PS: acho que esse foi o brainstorm mais confuso que já escrevi... mas enfim, brainstorm não foi feito pra fazer sentido...
sábado, 15 de janeiro de 2011

Início de ano: Parte VII: Contraste em tons de ironia



Bom, esse início de ano tem sido um pouco corrido em vários quesitos. Estou vivendo uma corrida profissional-afetiva que eu mesmo estou estranhando. Me inscrevi em dois sites que dão sete dias gratuítos e depois cobram por cadastros de currículos (o que me revolta profundamente, já que se uma pessoa está em BUSCA de emprego, significa que ela não tem condições de pagar por tal serviço), tamanho meu desespero para conseguir alguma coisa na minha área. Qualquer coisa na verdade....

O desespero é tanto que fiz uma entrevista para uma vaga que paga menos que um salário mínimo, bastante concorrida e com vários testes. Acho que passei para a segunda fase de tão sem noção e desinteressados que eram os outros concorrentes. Um deles chegou a dizer que como defeito pessoal ele era DESORGANIZADO. Dizer isso em uma entrevista é pedir pra sair. O pior foi quando deixei o prédio. Dois dos entrevistados, ainda estudantes, falando do quanto aquele salário era abaixo do que esperavam. Imagine eu, formado na área... deveria estar mais revoltado que eles mas estava aceitando passar por aqueles testes.

Estou desanimado com o mercado de designer. Mandei mais de 100 currículos mas parece que ser formado sem estágio irá me condenar por muito tempo ainda.

Na vida afetiva, as coisas estão nebulosas. Primeiro conheci um cabeleireiro por um site de relacionamento. Conversamos bastante pela net e na virada do ano, ele me mandou uma mensagem dizendo que estava pensando em mim. Dias depois, me ligou do serviço e conversamos bastante. Mas esses papos começaram a revelar um pouco mais dele, rapaz resolvido, ganhando muito bem (comprou uma moto no fim de semana que nos conhecemos), disse até que tinha planos de morar fora no ano que vem, ou nos Estados Unidos ou na Europa.

Me afastei dele....

Fui para a balada e, dançando, vi um rapaz que começou a me encarar. Bonito, só não tinha muito corpo, magro como eu. Dancei muito perto dele, mas então ele saiu de perto e decidi não dar mais confiança. Um pouco mais tarde, ele se aproximou de novo e acabei ficando. Conversamos, ele começou a me falar dele. Tinha 25 anos, seu nome era Doug, cursando enfermagem para salvar vidas, já que sentia essa necessidade de ajudar os outros. No caminho para a estação, ele falou de sua personalidade:

"Eu sou oito ou oitenta... Quando eu quero, eu faço, quando eu não quero, não faço. Minha opinião é muito forte. A gente tem que saber o que quer de nossas vidas."

Além de se descrever, ele contou sobre suas experiências de casado por alguns anos. Falei sobre isso há uns dois posts atrás. A mãe de seu namorado o expulsou de casa e eles dividiram esse tempo juntos como um casal, uma experiência única apenas com um ano a mais do que eu.

Por Msn, ele soltou uma pequena pérola:

"Nunca me deixei envolver com cafajestes... acho que isso vai muito da minha personalidade."

Eu então espondi:

"Já eu só me envolvi com cafajestes... Será que tem a ver com minha personalidade?"

Não gosto de pessoas que se vangloriam demais pelo que são e que acham que suas experiências de vida são a coisa mais valiosa que têm. Acho que há muito mais valor em muitas outras coisas... Só preciso descobrir quais...

Bom, tomei um pouco de distância do Doug...

Através de um novo site de relacionamento, conheci um outro rapaz. Não rolou muito papo pelo MSN, mas mesmo assim arrisquei marcar um encontro. Meu instinto, ao ver as fotos bonitas dele, foi o de querer desistir de encontrá-lo, mas decidi dar uma chance e na quinta feira, lá fui eu no encontro. Marcamos de ir a um cinema na Paulista, local em que ele mora.

Chegando lá, esperei muito, até que ele chegou. Ficou um clima MUITO estranho quando o encontrei... Ele parecia não querer estar ali. Caminhei com Ronald pelas ruas da Paulista e ele disse:

"Então, acho melhor não irmos ao cinema. Não vai dar para conversarmos direito."

Concordei, já imaginando que eu não era o que ele esperava, era óbvio. Quase que falei: "Conversar o que?" considerando que ele estava mudo e eu calado. Ele também não era o que aparentava nas fotos. Nos sentamos em um barzinho da Paulista e entre silêncios hiper mega constrangedores, de quase 5 minutos ele falava de seu apartamento de aluguel de 3000 reais, que dividia pela metade com o amigo, das baladas que frequentava e de locais que não frequantava (os que eu frequento, basicamente, rs) em um papo INSUPORTÁVEL.... Pagou a conta e inventou que tinha um jantar com a irmã à noite. Eu fingi que acreditei.

Por fim, reencontrei um antigo colega que conheci em um dos grupais do Albano, o qual perguntou se eu estava solteiro, e apesar do caso do Doug, eu disse que estava. Bom, por enquanto eu ESTOU. Ele me ligou. Seu nome é Mauro, e em meio a nossas conversas ele me contou de sua experiência de 4 anos com um rapaz, de sua experiência fora do país, de tudo de bom que viveu em sua vida, trabalhando, morando só atualmente.... Tudo isso com um ano a menos do que eu.......

A moral de toda essa história é o espantoso e sombrio contraste que veio acompanhando esses homens nesse curto espaço de tempo com minha vida. Eles, bem resolvidos, vividos, cheios de história pra contar, de vida pulsante, de experiências e de independência..... e eu, formado na área que tanto acreditei, competindo em uma entrevista para ganhar menos de um salário mínimo, sem perspectiva de quando sairei de casa. É no mínimo frustrante. Não sinto inveja deles, só não os quero nesse momento em minha vida, por que comparações são inevitáveis. Olhar para mim, para minha idade, e pensar em tantas experiências que não foram vividas me frustra... Só quero paz, arranjar um emprego e ter minhas próprias vivências, cair e levantar na minha própria estrada e poder contar minha história com mais orgulhos do que lamentos. Definitivamente o ano não começou bem........
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dicas ao Sol: Igualidades, rivalidades e duplicidades



Ok, antes da polêmica do Ricky martin ser gay, eu nunca tinha parado para ouvir uma música sequer dele, nem nunca tinha visto um clip. Mas com sua revelação, ganhamos um aliado em nossa causa, o que ficou bem evidente em seu último clip.


Eu achei muito bão!!

Outro filme que me chamou bastante a atenção foi esse curta em animação...


Bem chocante e real, não?

Outra coisa que nunca fui de acompanhar é novela..... Porém, algumas me chamam a atenção e me prendem diante da tela. Uma delas voltou a passar nessa semana, O Clone de glória Peres. A novela na época foi uma grande revolução na forma de contar uma história, pois além de ser dividida em fases dentro de um espaço de vinte anos, contou com personagens cativantes, discutiu em pleno ano dos ataques às Torres Gêmeas a dualidade entre ciência e fé com diálogos inteligentíssimos e revelou ao mundo muito do que precisávamos saber sobre o mundo árabe, destruindo diversos preconceitos da época em que a maioria achava que todos eram terrorístas. Um marco!! Quem puder acompanhar de tarde (eu baixei da net, rssrs) não irá se arrepender. E pra fechar com chave de ouro tem um gostosão na abertura cheia de simbolismo, desde a música com uma letra bem complexa até as imagens espelhadas e os códigos de DNA formando o nome da trama. Pu#$&*ta trabalho de designer, rsrs.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Início de ano: Parte VI: Entre o que somos e o que viremos a ser



Continuando a minissérie "Fim de ano," só atualizando para Início de ano, é de madrugada e decidi fazer uma breve reflexão para abrir 2011. Um assunto que tratei ano passado no blog e que não sai da minha cabeça. O ponto de virada.

Todo filme, todo livro, série, toda história que pretende contar acontecimentos na vida de alguém, absolutamente tudo começa a ser contado de um ponto de virada. Ninguém quer ver a vida comum e pacata das pessoas. O importante na vida, o começo da vida é quando você deixa de ser o que você nasceu (indefeso, incapaz, inútil) e passa a ser alguém para a vida, a sociedade e você mesmo. O próprio universo foi um ponto de virada. Antes dele, o que existia é inimaginável, e o big bang ou Deus ou ambos o criaram para que ele fosse algo. O ponto de virada nos transforma de ordinários a extraordinários.

Normalmente esse ponto para os héteros "vida loka" é quando eles deixam aquela vida desregrada, cheia de salões, baladas, pegação, e criam uma responsabilidade, engravidam uma mulher, constrõem uma carreira e abandonam os velhos amigos, as motos e até seu linguajar chulo (estou sendo otimista, pois os vida loka geralmente vão pra cadeia, morrem em acidentes de moto,etc). Aos nerds, o ponto de virada é quando finalmente são reconhecidos em sua vida profissional pelos anos de dedicação a linguagens de programação e passam de vítimas humilhadas para verdadeiros e jovens líderes poderosos (o mundo é dos nerds). Cada nicho social, se assim podemos subdividí-la, tem seres humanos que sofrem seus pontos de virada e mudam quem são, como uma necessidade em suas vidas. O ponto de virada dos homossexuais acredito que seja no momento em que descobrem o amor e assumem um compromisso, deixando o "meio gay". Tomando esse blog como exemplo, eu só passei a escrevê-lo quando minha vida teve uma grande virada (eu era virgem e deixei de ser), porém isso não foi suficiente para me transformar em sujeito-homem.

O ponto de virada nos transforma e não tem volta. Nesse fim de semana conheci um rapaz na balada que, com 25 anos, já tinha morado dois anos com um homem, vivido uma vida com este, amanmdo-o e construindo algo junto. Foi uma história intensa, como ele mesmo contou, e não duvido. O ponto de virada deles foi quando a mãe de seu namorado o expulsou de casa e ele teve que se virar com o rapaz pagando aluguel para se sustentarem. O ponto de virada é um sacode na vida, é o imprevisível nos socando a cara e dizendo: "Saia da área de conforto, acorde para a vida." Coitado de quem não obedecer. Eu, que escrevo histórias, me ligo muito nesses ritos de passagem, nessas transformações que acontecem em nossas vidas.

Ano passado eu tive uma meta e consegui cumprí-la. Esse ano, nesse comecinho, sou como uma tábula rasa, estou zerado, cheio de projetos mas com uma vida em branco pronta para começar a ser escrita. Apesar de não depender de nós viver um ponto de virada, eu necessito encontrá-lo em minha vida. Eu, formado, sem emprego, cheio de planos que dependem de capital, preciso sair da área de conforto, preciso morar sozinho e preciso achar alguém que divida comigo sonhos. Que venha o ponto de virada que me transformará de quem eu sou para o que virei a ser.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010





E aqui acaba o ano de 2010, o ano do tigre. No horóscopo chinês, sou do signo tempestuoso do tigre, que também foi o signo correspondente a 2010. Ou seja, esse foi meu ano, e de todos nascidos em 1986. Segundo tal horóscopo:

"Este é definitivamente um ano explosivo. Começa geralmente com um estrondo e acaba com um choramingo. Um ano dado para a guerra, o desacordo e desastres de todo os tipo. Mas será também um ano grande, bold de realce). Nada será feito numa escala pequena, ou tímida. Tudo, bom e mau, pode e será levado aos extremos. As fortunas podem ser feitas e perdidas. Se você tiver uma possibilidade poderá agarrá-la mas nunca esqueça que tem grandes obstáculos pela frente."

Fonte:

http://www.hoops.pt/astrologia/tigre.htm

Bom, definitivamente foi um ano intenso, e nada melhor do que uma retrospectiva que relembre as alegrias, amarguras, tristezas, ressentimentos e vitórias desse ano que se finda.



O ano de 2010 começou com um único pensamento em minha mente: "Tenho 23 anos e nove meses de vida e nunca fiz sexo. EU PRECISO FAZER SEXO." Minha meta então era que, antes dos 24 anos, eu faria o bendito sexo pra me conhecer melhor. Não fiz sexo antes por causa de várias nêuras, problemas de aceitação interna, auto estima baixa.... enfim, sempre fui tímido e travado, e por mais que houvessem predadores querendo papar o virgem raro, ninguém chegava aos finalmentes. Eu nunca tinha me incomodado com o fato.... até 2010 começar.  A diferença é que agora eu queria. Isso mudava tudo.

Então, conheci um dos primeiros personagens da trama, o Loirinho Boizinho. Depois de um encontro intenso na "T", nós passamos a nos ver regularmente e ele se propôs a me ajudar a perder o que eu não queria mais. Mas na primeiroa vez que nos encontramos com o objetivo de entrar em um motel...... ele arregou. E lá se foi minha chance.

Então, conheci um rapaz de atitude na internet que veio de fora de São Paulo e realizou aquele desejo.

"Posso te chamar de doce?"

Apesar de ter ouvido isso na cama, eu resisti (sou anti-romântico, rsrs) e a coisa fluiu bem para uma primeira vez. Na verdade foi melhor do que ouvir:

"Posso te chamar de minha puta?"

Sim, ouvi isso na minha segunda vez...........

Acabaram-se as nêuras, paranóias e agora eu irei sair por ai desencanado transando com todo mundo, certo? Certo? Errado!!

Bom, decidi criar um blog para contar como perdi a virgindade e como seria a vida depoois desse fato. E criei este que você lê nesse instante. Nosso Lugar ao Sol. Um blog sobre a busca de um lugar, eu que sempre fui um desgarrado nesse mundo. Não demorou muito e conheci alguns leitores interessantes. O primeiro foi Ratio X, que me procurou para pedir que eu parasse de procurar a perda da virgindade. Mal sabia ele que eu estava escrevendo fatos já consumados, rsrs.

Uma pessoa que surgiu um pouco depois foi Max, um rapaz que conheci no bate-papo e que me tornei amigo. Acredito tê-lo ajudado a vencer alguns bloqueios com relação a rapazes, praticamente o obriguei a se encontrar comigo. Apesar de ter rolado altos e baixos entre nós, o máximo que aconteceu foi um selinho roubado na estação República por parte dele. Nossa amizade acabou não vingando graças a diversas pequenas mancadas que eu dei com ele e que ele deu comigo.

Talvez a pior mancada tenha sido ele se meter entre mim e meu conto de fadas, o chamado Tyler, rapaz encantador que mora na minha cidade e que conheci em um site de relacionamentos. Prometemos nos casar e passei a chamá-lo de marido. O Max descobriu e o adicionou, infernizando sua vida. Isso foi a gota d´água. Nunca encontrei Tyler. Foi uma ilusão, como muitas que vivi. Ilusões como a com Tony, rapaz que cursava filosofia e que, dois dias depois de querer me namorar, disse que não acreditava no amor....

Amor foi a palavra que ouvi de meu primeiro namorado. Não retribui:

"Não vou falar que te amo, pois é uma palavra muito forte. Falarei quando realmente sentir..."

Nunca falei. Ele me trocou por outro rapaz, dando a desculpa de que me trocava pela facilidade de namorar mulheres, já que era bi. Isso gerou em mim a necessidade da busca por pessoas resolvidas socialmente, acima de 25 e NÃO-BIS. De bis, só o chocolate.

Foi um ano intenso, pois além de ter transado pela primeira vez (e mais três vezes depois, com pessoas diferentes), eu pela primeira vez namorei um rapaz. Tiago foi único e marcante. Foi uma amizade com bônus, pois tinhamos conversas de horas a fio sem parar, nos entendíamos através das maiores ironias e a química era total. Mas sua indecisão e paranóia acabou com o relacionamento de três meses aos poucos. Foi bom enquanto durou, sinto saudades de namorar (mas não com ele).

Também foi um ano de amizades. Considero ter encontrado um novo amigo (real, já que virtual encontrei vários) nesse ano. O Primo e eu tivemos uma maneira de nos conhecer bem estranha. Primeiro conheci na internet o Turco, que me apresentou o Albano, um rapaz que parecia ter amizade com o mundo todo. Um belo dia, o Albano criou um grupal, uma conversa pelo msn com várias pessoas desconhecidas. E lá estava o Primo, que eu adicionei, sem mais nem menos.

Nos dias seguintes, ganhei pelo Catraca livre um ingresso para ver um concerto e estava na dúvida de quem chamar. Falei com várias pessoas até chegar naquele desconhecido chamado Primo na lista do msn. Propuz nosso encontro e ele aceitou. Quando nos conhecemos a química foi total: Amantes de Glee, de psicologia e de música clássica de Bach!!! A noite foi MARA, como diria ele próprio, nos divertimos HORRORES. Também houveram novas amizades como o encontro na virada cultural com o Albano e outros rapazes que conheci naquela noite, inclusive uma paixonite que tive mas que durou pouco. Mas a que prevaleceu foi a amizade com o Primo.

Ainda no campo de amizades, eu e o Fulano nos superamos: mais um ano da maior amizade de todos os tempos. Nos conhecemos na sétima série (não me perguntem que ano foi isso) e mesmo morando fora de Sampa, mantemos contato quase todos os dias e a boa notícia é que ele começou seu primeiro namoro. A Ju veio do Piaui também para passar esses últimos dias em sampa e continuamos firmes e fortes na amizade. Dessa vez eu e o Ed não passaremos a virada juntos, mas ainda assim aquela amizade que começou tímida na empresa há quase três anos continua a mesma, cheia de altos e baixos, mas sempre mantendo o respeito e a alegria merecida. O mesmo não se pode dizer de outras amizades como a de Hayashi, que conheci no mesmo ano que Fulano mas que esse ano passou por um terremoto maior do que o que aconteceu em nosso primeiro (e último) beijo. Nossa amizade acabou em uma briga por msn por eu não ter conseguido conciliar nossa amizade com suas novas e seu maridão que veio morar em Sampa. Eles foram feitos um para o outro e eu acabei sobrando. Ela até me ligou na véspera de natal, mas ai eu perguntei:

"Você vai ser uma dessas amizades de data comemorativa?"

Pareceu que nos entendemos na conversa, mas sabe quando falta algo? Quando algo se perdeu? Ficou assim, dessas amizades que você sabe que não poderá sobreviver muito.

No campo da vida acadêmica, conquistei o diploma ainda que a muito sacrifício. Assumi a responsa de colocar em prática um projeto meu no TGI/TCC, e isso me consumiu muita energia, sem contar que cuidei de 75% do projeto, além de ter que monitorar os quatro outros membros de meu grupo. Nessa empreitada, conquistei a amizade da Beata, briguei com o Bipolar, me irritei com o Homofóbico e tive que carregar o peso morto do quarto membro. Apresentamos o trabalho para a banca julgadora e tiramos 9. Não foi um dez como eu esperava, mas não ligo. Foi uma grande vitória.

Com relação à coragem, avancei algumas casas. Conheci o segurança da faculdade, me assumindo gay sem ter certeza de que ele corresponderia, acertando na mosca que ele curtia também apesar de nunca termos tido nada além de uma bela amizade; tive encontros calientes no parque, no cinema e escondido em vários lugares "proibidos" com meu ex-namorado, em um mundo que apesar de hostil, não parecia perigoso. Mas somente até acontecerem ataques de homofobia na paulista que mudaram nosso comportamento, reprimindo cada vez mais nossas atitudes, em uma guerra que parece estar sendo ganha pelo outro lado.

No quesito família, houveram bastante mudanças. Descobri que minha irmã realmente é lésbica e contei que sou gay, o que nos aproximou um pouquinho. Ela trouxe uma mulher para morar junto com ela no quarto do lado de fora de casa, como uma vida de amizade-fachada, já que meus pais (fingem que) não sabem sobre sua sexualidade. Descobri dormindo na casa de meu irmão que seu nível de homofobia está acima da taxa normal e tolerável e que talvez ele venha a se afastar de mim quando souber. Ainda assim o ajudei a fazer sua animação de final de semestre. Me orgulho por sempre ter sido comparado com meu irmão,como se fosse uma cópia dele e agora estar adiantado (formado primeiro que ele, lhe ensinando animação), tomara que ele tire uma bela lição disso.

Foi um ano de crescimento, de muita decepção e de pouco tempo pra sofrer por cada uma. Acredito que tive vários momentos bons, bem equilibrado com os ruins, senão a vida acaba monótona. Tudo veio em sua dose certa. Me conheci mais em 2010. Me livrei da acne, meu tratamento dentário entrou na reta final e minha auto-estima mostra sinais concretos de revigoração. A expectativa de 2011 é um ano de conquistar o que se começou no ano do tigre.

Agradeço a tantos leitores interessantes que surgiram pelo blog como Ratio X, Thinker, Chimera Within, Tito Fierce, Mister Thinker, jovem Urso, Sinner, Yossef, Somniator e tantos outros anônimos que contribuíram comentando no blog e gerando discussões inteligentes. Espero muito mais leitores daqui pra frente.

Para fechar, vamos aos 12 itens de destaque em minha vida em 2010:

1. A melhor frase ouvida: "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam ouvir a música." Frase que expressa o nosso sentimento de estar só no mundo, de dançar a dança cuja música ninguém ouve, de estar em uma situação social diferente de todos os seres do planeta.... Só podia ser Nietzsche.

2. Melhor encontro: Com o Max. Eu curti e tentei manter a amizade. Não rolou.

3. Pior encontro: Com o ex- namorado do Segurança, que perguntou: "Você vai transar hoje, Rud?" Rsrsrs. Ele foi embora após minha resposta negativa.

4. O melhor momento: Transar com o 3.9 com cara de 25 e descobrir que mesmo o corpo mais perfeito não tem muito valor quando não há profundidade na relação (mesmo o melhor momento tem parte ruim, rsrs).

5. O pior momento: Descobrir que a paixonite da virada cultural tinha namorado.

6. Revelação do ano: Amizade do Primo.

7. Desilusão do ano: Perder a amizade da Hayashi.

8. Melhor discussão: Eu e o Tiago no shopping, após uma noite péssima na balada, discutindo a relação, relembrando o que dissemos, esfregando SMS enviadas um na cara do outro e terminar rindo de tudo.

9.Maior ousadia: Apresentar na banca final e defender sozinho meu projeto do julgamento da banca.

10. Eu chorei com: A morte do meu cachorro Marley, o final do filme ONCE (apenas uma vez), o final do capítulo 18 da primeira temporada de Glee e mais algumas coisas que nem lembro...

11. Uma dúvida: Será que o amor entre gays pode existir?

12. Uma certeza: 2011 será um ano de vitórias. Que venha 2011!!!!!!!!!!!!