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domingo, 1 de agosto de 2010
Dicas ao Sol: Propagandas e Bullyng
Bom, depois do climão do Post anterior, espero sinceramente que tenha passado a mensagem, até peço desculpas por essa lavação de roupa suja, mas fazer o que...
Pra descontrair um pouco, selecionei alguns videos interessantes, campanhas abordando tema homossexual:
Essa acho que todos conhecem:
Essa outra achei bem interessante, devem ter gastado uma nota!!
Essa aqui é engraçada, acho que mesmo quem não entende inglês consegue sacar facilmente, rsrs:
Este do PSP é bem ousado...
Já este video é muito interessante!! Ingleses e franceses fizeram uma versão para o videoclipe da música Fuck You, da cantora Lily allen, dêem uma conferida. A versão brasileira também é bem legal, apesar de eu ter gostado mais dessa:
Para fechar o Dicas de hoje, vou colocar aqui um filme que acabo de assistir e me deixou estarrecido:
Bang bang you're dead!
Isso mesmo, esse é o nome do filme. Não consegui achar o trailer oficial e qualquer vídeo no youtube estraga algumas surpresas. Então decidi somente colocar o nome. Um filme que fala sobre bullyng. Quem de nós nunca sofreu algo parecido na escola, no dia a dia, no trabalho... Pelo menos eu já. O filme é maduro e chocante, vale a pena procurar, se alguém quiser e não achar, me peça o link que passo com prazer!!
PS: O filme tem no elenco Randy Harrison, o Justin do Queer as Folk, série gay americana! Enjoy.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Pendências: Parte VIII: Desenvolver o seu próprio Universo
Demorei um tempo considerável para escrever essa que será a penúltima parte dessa minissérie, a qual durou esse período de férias inteiro e que já é a maior até hoje. Espero um dia ter um tema que supere-a em números, rsrs. Quem sabe no meu casamento, kkk.
Essas férias não foram só pendências no quesito romântico. Também tive que resolver a questão da minha carta de motorista. Quando fiz aulas de motorista, conheci o filho do instrutor, que trabalha na auto escola. Plínio nunca me enganou. Seu jeito de sentar, de rir e de fazer certos comentários (como dizer exatamente o perfume que um rapaz usava assim que ele saiu da auto-escola). Meu radar logo apitou, e ele até que era bem apessoadinho.
Paguei o quebra de carro e moto, cujos exames fiz em dezembro. E fiquei no aguardo da minha carta de motorista. Tempo passou, às vezes ligava na auto-escola e o enteado do instrutor, que trabalha lá também (super mal educado, vivia brigando com o Plínio) me atendia dizendo que minha carta ainda não estava pronta. Nisso se passaram sete meses. Com doze, tenho que renovar a carta e o faria sem nem tê-la utilizado. Encontrei o Plinio em um site de relacionamento gay (meu radar não falha) e falei um "oi" para ele por lá, mas ele me ignorou. Deve ser reservado ou não me reconheceu, rs.
Liguei na auto-escola e perguntei ao enteado arrogante o que estava acontecendo. Ele me disse que era um problema no Demutran, onde houve uma mudança de sistema. Pedi o número de lá e ele disse que não tinha (conta outra, auto-escola sem número do Demutran). Mandei um e-mail para o Procon explicando a situação e perguntando o que eu poderia fazer. Se for provado que a auto-escola agiu de má fé posso processá-los por danos morais. Podem fazer oque quiser comigo, menos me fazer de palhaço.
No dia seguinte, o enteado ligou e disse:
"O Demutran ligou, é pra você ir lá para retirar sua carta."
No dia seguinte à minha reclamação o Demutran liga. Muito cômico. Fui lá e
perguntei há quanto tempo minha carta ficou lá parada esperando. Me disseram que está lá desde dezembro, mês que eu fiz os exames. Me subiu o sangue na hora. Expliquei que me disseram que o Demutran estava com problema de sistema e o cara riu na minha cara:
"É, te disseram isso, é? Cada coisa que dizem..."
Isso me estressou pelo resto do dia. Fui no Procon do meu bairro e disseram que tenho que levar isso ao fórum da minha cidade. Eles que me aguardem, mexeram com a pessoa errada. Não sou de fazer barraco, desde que não brinquem comigo. Ao menos essa pendência está quase resolvida...
Bom, terça feira eu e Tiago tinhamos marcado de dar um passeio no parque do Ibirapuera mas perto da hora que marcamos lembrei que teria que ir no médico e tive que desmarcar de última hora, uma pena. Estamos há tempos querendo ir num parque mas sempre acontece algo pra atrapalhar. Marcamos para mais tarde então. Por causa dos medos que ele ainda tem com relação ao que os outros pensam, não entramos no barzinho e fomos ao cinema de novo, confesso que isso já me enjoou um pouco e o que eu mais detesto é rotina. No cinema ele perguntou se eu tinha algo a dizer a ele e eu respondi que não.
Saindo do cinema, fomos ao Mc Donald (olha a propaganda) e lá ele tirou um embrulho da bolsa. Já fiquei bravo, por que no primeiro encontro, ele tentou me dar um presente e eu avisei a ele que só era pra me dar algo quando eu pudesse dar algum em troca. Ele me deu um Cd do Epica, Design your Universe, a melhor banda do mundo, em seu melhor cd de carreira, não tem como ficar bravo. A música desse post é "Martyr of the Free World", presente nesse cd.
"Falei que não queria presente nenhum."
"Sim, quando não houvesse motivo. Mas hoje há."
"Qual?"
"Um mês que te conheci, oras."
Bom, nunca sou bom com datas. Jamais lembraria que tínhamos só um mês juntos, mesmo por que parece muito mais, considerando o número de encontros que tivemos. E percebi meu record. A única pessoa que durou mais de um mês comigo foi o Leonard, isso por que ele viajava para o sítio dos pais e ficava semanas longe. Agradeci o presente e fiquei feliz, ainda que preocupado. Afinal, acho que ele realmente gosta de mim...
Segunda feira marcamos um local mais reservado, longe dos olhos alheios, onde ficaremos sem ter que se esconder de todos. O fim da minissérie, o fim da pendência e o fim das férias, que dão lugar às aulas que voltam terça.
Acho que a maior pendência que tenho em minha vida é o relacionamento com alguém. Queria ao fim dessa minissérie fechar essa pendência. Pena que certas coisas não podemos simplesmente querer, já que envolvem diversos fatores. Mas não estou mais pensando nisso, como fui aconselhado. Deixando a vida acontecer. É como um amigo disse: Se dessa vez eu não namorar, será por que eu não quis, e não adiantará eu culpar ninguém. Tenho consciência disso. Pra fechar um trecho da música tema do cd do Epica:
"So many people will idolize
While their own success is in their reach
Don't forget you're able to
Design your own universe
Find your balance, sink into rumination
Ipsum te reperies
Potire mundorum
Potire omnis mundi"
Tradução:
"Tantas pessoas idolatrarão
Enquanto o próprio sucesso está ao alcance delas
Não esqueça que você é capaz de
Desenvolver o seu próprio universo
Ache seu equilíbrio, afunde em reflexão
Descubra-se
Domine o universo
Domine todo o mundo"
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domingo, 25 de julho de 2010
Projeto Pessoal: Foto Série
Olá caros leitores. Hoje não estou aqui pra falar da minha vida! Hoje irei apresentar meu primeiro projeto voltado para o público GLTB!! Ou GLBT? Sei lá, pra vocês!!
O Nome: O nome da história está fogo! De acordo com os escritores, é a última coisa que criamos, então estou esperando o nome aparecer. Há três vertentes a se seguir: Fragilidade, Espelho e Fragmentos, pois fala pessoas que vivem relações frágeis, que não se reconhecem no espelho e que se dividem em várias camadas, fragmentos que em um conjunto formam quem são.
O Conceito: Consiste em contar uma história sobre sete jovens que vivem na cidade de São Paulo, explorando seus relacionamentos entre si, entre os familiares e mostrando seu cotidiano. Sem muita pretenção.
A Narrativa: Eu sou o escritor da obra, e ela é contada de uma forma diferente do convencional. Contando com 21 capítulos em seu primeiro Arco (parecido com temporada de séries), a história não é contada do primeiro ao último, mas em fragmentos. É como se tivesse quebrado a história e, juntando os fragmentos um a um, chegasse a um todo no final, tendo a visão completa.
A história: Em uma universidade, começa a fazer sucesso um blog que fala sobre a vida de um rapaz que se diz "bissexual" e confuso com relação a sua vida amorosa. O blog "historiadevidro" envolve a vida de todos na universidade, dividindo entre os fãs, os críticos e aqueles que não se manifestam. Alguns dos jovens que a história vai tratar estudam nessa faculdade, outros não, mas todos acabam se envolvendo com a história e percebem quanto tem em comum com o escritor, o quanto levam uma vida dupla e frágil em suas relações.
A Linguagem: Para contar essa história, estou procurando pessoas que gostem de tirar fotos, não precisa ser artista e nem modelo, só ter um pouco de estilo! Os interessados podem inclusive mandar depoimentos ou e-mails para rodapth@yahoo.com.br, desde que morem em São Paulo e que tenham fins de semana livre e disposição para viver um personagem. Ai eu verifico se a pessoa se encaixa na pele de algum deles. Se não, pode só assistir a produção, garanto que será divertido!! Cada pessoa viverá um personagem, há os principais e os secundários, além dos que aparecem uma vez (participação especial não é para qualquer um, rsrs). Estou querendo criar um site para a história, mas devido à parte financeira, talvez eu crie um blog, então ainda não tenho certeza. Aqui vão alguns layouts:
Este é o Layout provisório da tela principal. Sua identidade visual remete a vidro quebrado e espelho. O nome acima é somente um teste.
Aqui está a página dos capítulos. Em cada semana, um novo fragmento será publicado. Apenas ao final de 21 semanas, os leitores conhecerão o arco do começo ao fim e poderão amarrar todas as pendências e compreender tudo.
Os Personagens: Não há um personagem principal na história, que explora as sete vidas e todos aqueles ao seu redor.
Matheus: Rapaz de 21 anos, confuso com relação a seus sentimentos. Não assumido, ele estuda faculdade de publicidade e trabalha em telemarketing para pagar. Acaba apaixonando-se por Renan, rapaz que não se aprofunda com ninguém.
Renan: Rapaz desencanado que fica com homens e mulheres e desconsidera as classificações como hétero e gay como válidas, vivendo da sua forma. Para ele, Matheus é só mais um entre muitos.
Erick: Conhece o blog Históriadevidro e começa a conversar com o autor, mora fora da capital e planeja vir estudar nela, ansioso para conhecer o famoso escritor. Tem um namorado em São Paulo mas os dois não sabem se tal namoro resistiu à distância.
Guilherme: Primo de Matheus, é um verdadeiro caçador, não quer se amarrar a ninguém e curte baladas, a noite paulistana e pegação sem compromisso. Namora um rapaz e faz de tudo para descobrir se este o trai como forma de justificar sua infidelidade.
Kleber: Aprendiz de Skinhead, ele aparenta odiar o universo gls, porém há indícios de que ele já fez parte desse mundo. Não aparenta ter emoções e aos poucos vai se envolvendo com os outros personagens.
Lilian: Ex namorada de Kleber, vive bêbada, drogada e metida em confusão, sem perspectiva ou expectativa em relação a nada, é amiga de Matheus e começa a nutrir um sentimento diferente por ele.
Bia: Irmã de Renan, aproxima-se de Matheus para que ele à ajude a conquistar um rapaz da sala dele. Ela não concorda com o universo gay de forma alguma, é amiga de infância de Guilherme apesar de não aprovar a vida que ele leva.
Esses são os sete principais, em breve postarei fotos, quando suas "imagens" estiverem prontas (eu iria chamar de atores, mas eles não são, não sei ao certo como denominá-los por hora...). Convido-lhes a deixar comentários sobre as primeiras impressões da história, espero que gostem. Não vou dar uma previsão de lançamento mas estou planejando um Teaser para o youtube. E aguardo talentos dispostos a nos ajudar. A história já foi registrada na biblioteca nacional, todos os direitos reservados.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Pendências: Parte VII: Para dentro da mente: Par perfeito ou perfeito se torna?
"Você seria meu amigo caso não dê certo?"
"Seria."
"Duvido."
"Seria sim."
Foi essa a pergunta que eu fiz para o Tiago quase ao final do dia de nosso encontro, e foi essa a resposta que ele me deu. Tenho avaliado muitos aspectos da relação em quem entrei. Posso dizer que estou gostando dela, apesar de não sentir muito aprofundamento. Como sempre, a inquietude ressurge das cinzas como uma fênix. Fazendo uma retrospectiva rápida, posso dizer que a frase que o Thinker me falou está certa: "Eu vivo fugindo de compromisso."
Adriano: Minha OBI, usei a chegada de minha amiga que não via a anos pra justificar minha covardia e não encontrar-me com ele.
Tom: Usei sua filosofia de vida para criar argumentos que conflitassem com minha filosofia de vida, acarretando incompatibilidade.
Loirinho boyzinho Leonard: Relacionamento fadado ao fracasso. Nunca esperei que ele gostasse de mim e nunca me permiti gostar dele.
Fuga: Após não aceitar entrar no hotel, fiquei com raiva e quis discutir a relação, o que eu sabia ser sua fraqueza e o que o afugentaria. Certeiro.
Carlos: Minha primeira vez: Disse que não passaria daquilo, ainda que ele tivesse interesse. Ele respeitou.
Alvaro: Rapaz da empresa, minha OBI suprema. Por quase um ano, tive esperanças com um hetero homofóbico. Medo de ser gay ou de me relacionar? Ambos.
O mais engraçado são os finais inacabados. Parece que falho em todos. Parece que interrompi todos, como se cortasse a raiz que pudesse crescer. Como se podasse a erva daninha e continuasse na zona de conforto, abraçando e me confortando na escura solidão (poético e patético).
Nunca amei ninguém, e acho que este é meu grande dilema. A gente se acostuma a ver em filmes, em romances e em séries sobre o amor, e fica esperando aquilo acontecer. Aquela certeza dos protagonistas de que estão apaixonados e de que vale morrer pelo amor, aquela dedicação dos antagonistas de, igualmente por amor, querer matar, fazer sofrer, lutar incansávelmente. Ai chega no mundo real, tudo que não queima não é amor, tudo que não se dedica com a vida não é paixão. Então vivemos em busca da felicidade, tão mitológica quanto a pessoa perfeita. Nessa busca, nos deparamos com certas pessoas que, de tão verdadeiras, nos iludem com seu papo, com sua simpatia, nos parecem aquela pessoa certa. Mas é como um reality show, só que rolando na internet. Quando acordamos, é tarde demais. Sempre foi e sempre será. O coração está partido novamente. Foi o caso do Tyler, o rapaz perfeito que por um tempo ameassou minha relação com o Tiago. No fundo, Tyler e sua perfeição veio contracenar com a realidade imperfeita de Tiago. Cada vez que o Tiago errava, eu pensava no Tyler, no que estava perdendo, no mito inalcansável, no Unicórnio símbolo da perfeição e da essência pura. Pura.... ilusão.
Minha mente é soda... Me peguei outro dia pensando:
"Por que estou com o Tiago? Seria mais fácil terminar... Seria mais fácil deixar que tudo volte à zona de conforto. Eu não o amo. Eu apenas gosto dele. Gosto de sua companhia. Posso arranjar isso a qualquer instante. Abandone-o..."
Ainda, para ajudar, recebi uma ligação do Fulano, que começou a questionar minha relação. A dizer que eu não o amo e sei disso... Dizer que era uma relação estranha, que não via futuro... Não vou nem comentar, mas blz. Isso foi um combustível pra minha cabeça, ficou maquinando uma forma de escapar. Instinto de conveniência, preciso manter as mentiras sociais. É mais fácil terminar.
A verdade é que tenho tendência à infelicidade quando o assunto é vida amorosa. Procuro alguém quando estou só... e quando estou com alguém sinto falta da solidão, da individualidade e da liberdade. Dizem que eu sou muito exigente, mas não posso exigir muito, nem sou um padrão de beleza... estou do mediando para baixo, e ainda que quem me conheça a fundo possa gostar (ou odiar, desperto muito esse sentimento também), eu nem posso exigir muito exatamente por esse meu complexo de inferioridade. Acho homens bonitos distantes da possibilidade de ter relação e acho que por isso mesmo não me ligo a padrões de beleza. Chamo a maioria deles de intocáveis, e de fato em poucos eu consegui algo. Justifico a feiura ou imperfeição como "é o que eu posso ter, já que não posso exigir muito". Igualmente o Tiago não é um cara bonito, mas beleza não é a prioridade. Há outros quesitos a considerar. Entre problemas e qualidades que ele, assim como qualquer homem da face da terra tem, ele tem algo a mais que está me tirando o sono, e que grita em minha mente que eu não deveria estar progredindo, mas sim terminando. E me sinto mal em pensar assim. Não posso dizer que problema é esse, mas é algo estético. E isso me atormenta, e me impede de fugir. É como se minha mente conhecesse o remorso das histórias inacabadas, recordasse a busca interminável dos tempos de solteiro e insistisse pra que eu continue. Minha mente dividida em dois caminhos: Aquele em que eu quero aceitar todos os problemas, enfrentar todos os medos e tentar mudar os rumos da minha história, namorando de FATO... e aquele em que aceito que, como designer, procuro a perfeição e condeno todo e qualquer defeito e que, como meu amigo leitor do blog e designer disse: "Procuramos a harmonia e o equilíbrio das formas e querendo ou não, será inevitável que eu crie um motivo para terminar tudo". Toda a minha razão, todos os pontos indicam para um só rumo: Eu devo terminar.
Não existe pessoa perfeita, a pessoa perfeita se torna? E o medo de ficar sozinho? de ficar velho e sozinho? De quando perguntar aos céus "por que", ele me responder: "Eu lhe enviei as oportunidades, você que não as aproveitou". Odeio baladas, não quero ter que ir nelas pro resto da minha vida. Outro dia um velho baixinho e gordo tocou no meu braço na pista de dança e eu me inclinei para perguntar se ele queria dizer algo. Ele tentou me beijar e eu empurrei ele. Parecia meu pai, credo. Fiquei triste com aquilo, com seu desespero em "pegar" um jovem, de sentir alguém, mas não tenho nada contra pessoas velhas, desde que se cuidem e não cheguem na velhice parecendo ter o dobro da idade e ainda querendo agir como adolescente (por que pra mim, sair agarrando na pista é coisa de adolescente). Não quero envelhecer só. Eu quero alguém. A idéia de estar só é perturbadora. Mas e quanto a essas chances boas? Pessoas boas que venho descartando por meu perfeccionismo e medo de me aprofundar? Só sei que nada sei again.
Costumo dizer que não tive adolescencia. Toda a liberdade e ousadia dela foi perdida por meus complexos. Vivi na ilusão de gostar de garotas sem ter coragem de chegar nelas, pensando obviamente que era feio demais para elas. Hoje, com 24 anos, me vejo como um adolescente. Pego quantos quiser sem medo (as vezes um pouco), vivendo a vida sem pensar muito (tá, eu vivo pensando) e justificando minha covardia com o "deixa rolar", "não quero me aprofundar" ou "só estou curtindo". Olho no espelho e não vejo um homem de 24, mas um garoto de 16, com as mesmas ansiedades, medos e irresponsabilidade de tal idade. Não vejo seriedade em mim. Mas ultimamente meu espelho me tem incomodado, minha alma refletida clama por atitude. Minha cabeça me perturba com o senso de responsabilidade, questionando-me se não é hora de deixar o garoto partir e começar a virar homem... Se não, é capaz de com quarenta eu querer ter vinte, e ai sim me tornarei tudo que mais odeio. A cada idade cabem suas alegrias, resta a mim encontrar as minhas no tempo certo.
Conclusão? Nenhuma, só dúvidas. mas uma certeza eu tenho: EU QUERO AMAR, E EU QUERO AGORA, EU ESTOU PRONTO!! Que venham as tempestades, que venham os furacões. Se do outro lado houver a pessoa certa, sei que sou capaz de enfrentar o mundo por ela, de me assumir e enfrentar tudo o que me cabe enfrentar, como um homem. Acho que é o amor que falta na minha vida, tal como as loucuras e a ousadia do amor. Enquanto a vida for racional demais, for certa demais, sempre existirão muros e grades...
Resta saber se a pessoa que tenho ao meu lado pode ser aquela pela qual eu desafiaria o mundo...
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Dicas ao Sol: Anima
O vídeo já diz tudo por si próprio, uma divertida reflexão sobre o que é ser gay, preconceitos que a maioria tem quando ouve que alguém é gay, etc. Bem legal!!
Saindo um pouco do gay world e entrando no mundo do Designer, que é meu segundo predileto, aproveito a brecha da chegada do Animamundi pra apresentar algumas animações bem legais. Por que rir é o melhor remédio, rsrs.
Sobre a Morte
Sobre Monstros
Sobre uma Missão Impossível, srsr.
Desculpem, mas sou apaixonado por animações. Quem sabe um dia não publico as minhas por aqui.
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