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quinta-feira, 8 de julho de 2010
Pendências: Parte IV: Dançando no mesmo ritmo
Ok, nenhuma pessoa é rasa o suficiente pra não ter um passado. Ninguém é preto e branco, e definitivamente, nenhum homem é uma ilha. Que culpa tenho eu de haverem pendências na minha história? Culpa nenhuma. Minha única culpa foi cair na pista, me deixar levar pelo som, me envolver em um beijo e gerar uma pendência extra a essa altura do campeonato. Agora terei que lhe dar com as consequências...
Quando vi o recado do Tyler, mandei uma mensagem a ele que podíamos ir no cinema nessa semana, ver um filme na República, e que ele podia ficar tranquilo, pois não era cinemão e nem pornô.
Na terça feira, entrei na net e conversei com o Tiago, que entre outras perguntas, falou:
"O que pra você é um relacionamento perfeito?"
Eu então respondi:
"É cumplicidade. É o diálogo silencioso entre duas pessoas, como se estivessem dançando em um mesmo ritmo, em uma só sintonia."
Ele adorou a resposta.
No dia seguinte, a caminho para encontrar o Tiago, recebi uma mensagem dele às 13:10 perguntando se eu ia mesmo para o encontro, que estava combinado para 13:30. Já fiquei cheio de dúvidas, tentando ligar para ele sem conseguir, o que me deixou com muita raiva, já que estava tudo combinado e agora eu nem sabia aonde ele estava. Estando eu no último vagão, estressado com a situação, olhei para o lado e vi em um banco um cara... bem bonito. Cheguei na Barra funda, onde eu deveria descer, e aquele rapaz, junto a meia duzia de outros rapazes, permaneceram no vagão. E eu também. Queria descer, tinha que descer, mas as dúvidas em relação à ida do Tiago me fizeram permanecer sentado. O rapaz bonito começou a me olhar, enquanto outro olhava para ele. Eu disfarsei. O bonitão balançou a cabeça negativamente para o que o paquerava e voltou-se para o meu lado, mas não tive certeza se olhava para mim.
Desci na estação, tentando falar com o Tiago de novo, sem sucesso. O bonitão andou na minha frente e chegando perto das escadas que levavam ao banheiro, ele às subiu. Foi então que eu me dei conta:
"Mas que merda eu estou fazendo aqui?"
O trem apitou e eu saltei pra dentro, voltando à Barra Funda, com a cabeça martelando a possibilidade de ter tido aquele rapaz bonito comigo... Mas eu superei. Foi a última tentação.
Chegando na estação de trem, não vi o Tiago. Encostei no pilar, furioso, e então de repente ele surgiu.
"Estou aqui desde as 13:00... Aqui em baixo não tem sinal."
"E aonde você estava agora?"
"Vi um cara parecido com você... e fui atrás dele, até perceber que não era você."
"Hmmm... Ok..."
Fiquei desconfiado mas deixei pra lá. Saímos da estação e caminhamos próximos à praça da República. Mostrei a rua gay pra ele e fomos até o cinema. Como ele já tinha visto Eclipse, escolhemos o filme pra assistir, ou melhor, para NÃO assistir. Só começaria às 15:00. Nos sentamos e começamos a conversar. Me surpriendi com o papo dele, MUITO legal mesmo. Falando sobre diversos assuntos, sem pensar muito, sem silêncios constrangedores.
"Eu não faço nada em público, mas também não sou um medroso."
Ele disse, e eu o desafiei:
"Ah, é? Pois então prova, vamos ali fora, em plena luz do dia e você me dá um beijo de novela."
Ri muito ao ver que ele ficou vermelho com o que eu disse. Entramos no cinema e esperamos as luzes se apagarem para dar o primeiro beijo, seguido de vários outros. A posição que fiquei foi super desconfortável, com minha perna esquerda no colo dele. A divisória do banco não subia e tive que ficar dessa forma, mas mesmo assim foi muito bom o escurinho do local, a gente se beijando e conversando baixinho. Falamos sobre ele gostar de mulheres também e ele percebeu minha insegurança com relação a isso.
"Não se preocupa, se eu estou com mina, fico só com a mina, se estou com muleque, é só com muleque..."
Acabei gostando do que vi de Eclipse, me pareceu bem engraçado até, apesar de nos outros dois filmes ter ficado com MUITO sono. Tiago é fanático. Ele disse que teria que sair às 17:00, pois tinha compromisso, mas saímos do cine e ele decidiu que não daria mais pra ir no compromisso dele. Então ficamos andando pelo centro de São Paulo, incrivelmente cheios de assunto. Ele entrou em uma loja de doces e recebi uma mensagem. Tyler...
"Vamos marcar sim! Cara, ri muito com o que você falou sobre o cinema pornô, as pessoas ficaram até me olhando de tanto que eu ri."
Fechei a mensagem e disse que era um amigo meu. Fomos andando até a São Bento, conversando sobre nossas preferências e eu perguntei o que ele gostava mais em meninos e em meninas.
"Então... Menina é legal por que as formas do corpo são daora... mas o ruim delas é que ficam cheias de frescura. Não pega aqui, não pega ali..."
"Hummm.... bom, sorte sua que na "T" você não enfiou a mão onde não devia, se não eu ia te dar uns safanões e um chute na bunda. Muita gente pega onde não deve por lá. Eu consigo identificar as boas pessoas assim. Certos lugares não devem ser pegos em locais públicos... Certos locais nem devem ser pegos."
"É verdade... Acho que gostei de você por você ser diferente dos outros caras. Por não ser tão rodado, por ser tranquilo."
Na São Bento, ele foi dançar Bump, aquelas máquinas de dança. Fomos a um banheiro macabro e ele queria beijar ali mas eu não quis, muito estranho o lugar. Ele dançou e ficamos trocando olhares enquanto conversávamos, às vezes pegando um no outro bem de levinho...
Por fim, lá pelas 19:30, voltamos à República e fomos em um barzinho, onde começamos a falar de relacionamento e de... sexo. Eu comecei dizendo:
"Sou tranquilo em relação ao sexo. Não tive experiências 100% boas, por isso não faço muita questão nem levo isso como o ponto decisivo."
"Nem eu. Também sou tranquilo em relação a isso! Mais um ponto pra gente."
"Pois é. Há três coisas que levo em consideração: Personalidade, Aparência e só depois o Sexo. No seu caso, você é um chato, sua aparência é terrível, espero que o sexo salve (eu sendo MUITO sarcástico)."
Felizmente ele riu das minhas ironias, rsrs. Depois de um tempo, ele falou:
"Acho que eu ficaria feliz em tentar algo com você. Nunca pensei que poderia namorar um cara..."
"É... a gente pode se dar bem mesmo, né... Também sinto isso..."
Eu disse, pensando no Tyler, na promessa, na pendência com ele, vivendo aquele instante em que todos os fatores indicavam uma só evidência: Tiago esperando eu pedí-lo em namoro.
"Estamos nos conhecendo... Vamos com calma..."
Falei, finalmente.
"Ok."
Eu então fiz a maior burrada da minha vida:
"A gente é exclusivo, né? Ou não?"
Burro, burro, burro!!! Por que fui falar isso? Agora se eu encontrar o Tyler e beijar ele, será traição!!!
"Opa, somos sim! Não ficamos com mais ninguém."
Ele respondeu, alegre. Decidimos partir e na estação, ele me deu um beijo em público (quase de novela)... Fiquei surpreso.
Em casa, liguei o msn e lá estava o Tyler. Devido à posição em que fiquei no cinema, minha perna estava doendo. Pra terminar de jogar a merd... no ventilador, eu escrevi:
"Então, Tyler, alguns amigos meus até zoaram da minha cara por a gente se conhecer há mais de seis meses, morarmos na mesma cidade e até agora não ter se encontrado. Vamos tentar semana que vem?"
Ele então respondeu:
"Caraca, sério? Pow, desculpa fazer você passar por isso, a gente se encontra semana que vem sem falta."
"É, nem que seja pra gente ser amigo!! Né?"
Já tentei prepará-lo para apenas uma amizade, mas então, a punhalada final...
"É, mas ei... Não pensa que eu esqueci não... Lembra que a gente fez nossos votos pela net, né? Nosso casamento virtual!!"
Fiquei parado olhando para a tela do computador. Eu pensei que ele não lembrava disso. Minha culpa cresceu enquanto minha perna doía, lembrando meu encontro da tarde. Definitivamente eu não podia continuar com aquilo, vivendo de uma promessa do passado e de uma expectativa de futuro. E enganado duas pessoas tão boas... Afinal, é impossível dançar com dois acompanhantes.
A bola de neve continua crescendo...
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Meu Encontro com um Bear
Colaborativo escrito pelo Primo!!
Eu estava completando meus 18 anos, era jovem e ingênuo no meu ponto de vista, já que para minha idade tem pessoas que fazem coisas que "só Deus duvida” (frase de fofoqueiro) sendo que eu até aquela época havia tido uma experiência frustrada de beijar uma menina (credo!!!).
Eu estava completando meus 18 anos, era jovem e ingênuo no meu ponto de vista, já que para minha idade tem pessoas que fazem coisas que "só Deus duvida” (frase de fofoqueiro) sendo que eu até aquela época havia tido uma experiência frustrada de beijar uma menina (credo!!!).
Estava louco pra começar a beijar e pegar aqueles que me atraiam de longa data: os boys. Passava pela minha cabeça “finalmente vou poder ir uma balada gls” eu sabia que elas existiam, sim, mas pra mim era como se fosse um inferno carnal (resquício cristão na personalidade) no qual agente perde a virgindade só em respirar no ambiente.
Bom, como então ir na balada se eu não conhecia ninguém e tava com medo de me expor? Fiz o que todo gay pseudo-enrustido faz: comecei a pesquisar pela internet, foi lá que eu conheci o bate-papo e passei para o tão conhecido fenômeno da Microsoft o Messenger vulgo MSN.
O MSN é maravilhoso!!! No começo num sabia dizer um “oi”. Eu ficava me perguntando como expressar emoções por isso? Agora depois de muita experiência sou até capaz de no MSN dar um “duplo twist carpado” by Daiane do Santos e almoçar ao mesmo tempo...
Foi por lá que comecei a conversar com o “Danilo” aquele que viria a ser meu primeiro encontro e meu primeiro beijo homo-afetivo. Bom, a foto dele no MSN revelava um rapaz jovem que está a fim de conhecer gente da mesma idade.
No começo fiquei impressionado de como é gostoso expressar desejos pelo MSN e não se sentir culpado. E agente escreve merda, escreve sacanagem e escreve sobre tudo que na “fala” nos causaria repudio ou sentiríamos um bloqueio.
Ainda tremendo e pensando como eu iria contar pra minha mãe que eu ia dormir fora (não tinha esse costume) aceitei a proposta do Danilo de se encontrar na República e ir para a balada “D”.
Consegui enrolar todo mundo aquele dia e consegui dinheiro pra ir pra balada, pensei em desistir, mas fui. Ao chegar à catraca do metrô liguei para o Danilo para avisá-lo que estava esperando por ele.
Fiquei encostado na parede da estação e já estava um pouco assustado porque nunca vi tantos gays ao vivo e a cores a poucos metros de mim. Estava ansioso (primeira balada) até que vi um homem de barba, com um óculos escuros sobre o cabelo, uma camiseta regata provavelmente tamanho “P” que apertava o seu corpo e dava pra ver a saliência da barriga e os pêlos que brotavam do peito, das costas e parecia que não tinham fim e um short que até agora me pergunto se aquilo existe ou não. Ele parecia um BEAR (gay peludinho) que fez compra na C&Ah, só que no setor infantil. Ele veio em minha direção e abriu a boca e falou:
“Oi, eu sou o Danilo”
com uma voz aguda parecida com as fêmeas da espécie homo sapiens. Tá! Eu sei que a maioria de vocês falaria alguma coisa e dariam meia-volta (é o que eu faria atualmente), mas não, eu fiquei e fui com ele para “D”, pensei: “Pelo menos posso ser amigo do BEAR”.
Adorei as musicas e fiquei encantado com a liberdade que havia lá dentro da balada, dancei muito e não cansei. Em algum momento da noite ele veio e me beijou (tá!! Eu deixei). Adorei aquela sensação, parecia que eu voava e pedia mais e mais... Mas depois o deixei de lado e dentro de mim surgiu uma vontade louca de ficar com TODOS da balada (guloso, né?). Eu queria ser beijado e queria experimentar o beijo de todos que estavam lá...
Fiquei frustrado com o Danilo (ele deve aplicar esse golpe até hoje já que era feio. kkkk) Eu me pergunto como eu beijei ele? Mas eu me lembro daquela frase: “É errando que se aprende” e como diz uma comunidade do Orkut “ Eu já fiz um feio feliz”, mas fiquei contente com a gama de possibilidades que se abriram pra mim naquele dia na balada... E naquela noite pude me descobrir e saciar os meus desejos que outrora eram só desejos...
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terça-feira, 6 de julho de 2010
Pendências: Parte III: No meio do caminho havia... dois caminhos
Bom, nos últimos tempos, o Tyler desapareceu, e percebi que relações assim, cheias de enrolação, não eram uma coisa boa e nunca terminavam bem. Se ele quisesse mesmo me encontrar, teria dado um jeito, nós moramos na mesma cidade. Além disso, eu lhe mandei mensagem no celular e ele não respondeu. Foi então que, no fim de semana, decidi cair na balada, hehe. Fui sozinho dessa vez e no caminho o Albano me ligou. Como ele fala meio pra dentro, quase não consegui ouvir, mas tinha algo a ver com copa, ele queria saber aonde eu ia assistir o jogo na segunda feira. Eu não assisto nem jogos da copa e fui sincero.
Durante a balada, fiquei entediado. O rapaz que eu ignorei na fila e que na noite em que fui com os amigos vi com outro cara, estava lá de novo.... e sozinho. Pronto: Eu tinha a meta da noite. Persegui ele por horas, mas sem muita expectativa. Mais para o fim, eu o vi com outro cara.... e depois com outro, aff.
Paguei às dez e meia e desci, sem nada de extra ter acontecido. Como sempre, tornou-se tedioso ir à "T", mas é minha única opção sem grana, pois tem a questão de não pagar nada. Voltei à pista e comecei a dançar em um canto. Entre as luzes da pista, eu avistei aquele rapaz. Baixinho, aparentando um pouco definido, mais para magro, cabelo enrolado. Dançando um pouco à frente. Ele me viu e começou a olhar para trás. Então, saltou para próximo à minha parede e eu já previ que estava a fim. Seria questão de tempo. Soltei meu braço enquanto dançava e minha mão começou a bater no braço dele, que começou a me olhar. Eu sorri vitorioso, virando-me para ele com o pensamento:
"Ok, pelo menos pego um..."
Eu estava mesmo a fim de ficar DESCOMPROMISSADAMENTE, afinal, há pendências para essas ferias. Começamos a nos beijar, e ele veio com umas mordidas. Eu então falei:
"Dá pra morder menos?"
Ele falou "Tá" e não colocou mais o dente, achei legal. Começamos a conversar dentre os beijos. O nome dele é Tiago, de Santiago, mora em guarulhos, longe que nem minha cidade. Após beijos e dança, eu o puxei para fora (Alerta, alerta!!! Não se aprofunde, você tem PENDÊNCIAS!!)e começamos a papear. Contei que nunca namorei e ele perguntou quanto tinha durado meu maior rolo. Eu falei que uns três meses (exagero...), e ele falou.
"Ah, isso é pouco tempo pra namorar, mesmo."
Achei estranho, não há um tempo certo pra esse tipo de coisa. Ele revelou ser Bissexual, ficando com meninas também. Era quase onze horas, trocamos celular e eu disse:
"Então, tenho que ir pra não perder o trem. Você vai ficar né?"
"Não, vou junto!!"
Ele falou quase que imediatamente. Subimos as escadas, ele pagou e fomos caminhando. Lá fora, perto de onde o careca nos atacou, ele me deu um beijo, achei interessante, ainda que perigoso. Caminhamos e ele me contou que eu era o terceiro homem que ele ficava. Fiquei preocupado quando disse que pegava as mulheres (por que preocupado, acabei de conhecer), pegamos o trem e ele ficou me olhando. Fiquei cm medo. Desci do trem me despedindo com um aperto de mão e pensando:
"Ok, foi bem legal. Mas como tudo que eu tenho vivido nas baladas da vida, não durará muito. Além disso, há o Tyler. Ele sumiu, mas eu tenho que tentar marcar com ele, prometemos que seria nessas férias."
O celular apitou em uma mensagem:
"Aposto que achou que eu não ligaria, né? Gostei de você, quero te ver amanhã, conhece o Tatuapé?"
Tatuapé de segunda feira? Tentador... Mas no dia seguinte teria a droga do jogo, o transporte seria terrível. Decidimos marcar um cinema na quarta feira.
Quando cheguei em casa, entrei no msn mas logo fui dormir. Fiquei pensando sobre a noite que tive. Eu conheci uma pessoa na pista de dança, que não quis só beijo... como isso é possível?
Na manhã seguinte, abri meu msn. Lá então surgiu a mensagem de Tyler:
"Ei, cara, tudo bem? Cadê você? Sumiu... recebeu minhas mensagens?"
MensageNS??? Quantas ele teria me mandado? Desde quando tem tentado se comunicar? Nesse instante, meu sossego de férias acabou, e dois caminhos opostos se abriram diante dos meus olhos: Tyler... e Santiago...
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sexta-feira, 2 de julho de 2010
Pendências: Parte II: Filosofia de um garoto gay
O encontro de dois blogs. O encontro de duas ideologias. O encontro de dois mundos, dois destinos, duas vivências... Assim posso descrever o encontro daquelas mãos no Trianon Masp, Avenida Paulista, centro de São Paulo.
Após encontrar o Thinker, caminhamos até uma lanchonete conversando sobre estudos, os dele, principalmente, já que ele estuda e se esforça pra entrar em uma boa universidade. Na lanchonete, conversamos sobre família e amigos e as idéias ora eram em comum, ora divergentes, mas acho que isso vai bastante de nossa diferença de idades e vidas. Ele é do ponto de vista que ser gay não interfere nas amizades, e que muitos não precisam saber de você ou de sua interpessoalidade. Eu já me baseio na idéia de quem não te aceita, não te merece, de quem não sabe, não te conhece, de que não dizer ao mundo quem você é significa mentir a todo instante. Mas claro, cada um com seus argumentos e suas idéias. Quando eu disse que me afastei dos amigos héteros, ele achou um absurdo, rssr, mas é a verdade, foi um processo natural.
Um segredo para um encontro dar certo (analisando algumas experiências próprias) é sair com um objetivo em mente, e nisso nós falhamos. A todo momento nos perguntávamos aonde pderíamos ir, e ficamos andando debaixo do sol quente na Paulista, não foi muito agradável esse ponto. Mas o papo, ainda que as vezes travasse um pouquinho, foi bem fluente, diferente do msn, onde escrever é sempre mais fácil, mas foi legal. Até que veio aquele momento...
Encostamos na parede da estação e ele perguntou o que eu tinha achado dele. Desde sempre ele vinha me dizendo que namorar era bem difícil pra ele por causa dos estudos. Porém, se ele gostasse, iria investir. Pelo tempo que passamos juntos, pelo papo que levamos, óbvio que não daria pra sair dali namorando, e eu comecei a falar:
"Bom, acho que nossos interesses no momento são diferentes, como você mesmo disse, não está podendo namorar..."
E então ele interrompeu:
"Sim, acho melhor ficarmos só na amizade mesmo."
Ai eu parei de falar. O que eu ia dizer é que se ambos estivessem de acordo, poderíamos ter algo sem compromisso aquela tarde. Mas claro, depois da declaração dele, fiquei quieto. Lembrei também que ele sempre disse que não era de ficar sem compromisso. Por isso era provável que minha proposta seria seguida de um fora. Ainda bem que ele me interrompeu, rsrsr. No dia anterior ele disse que não me deixaria fugir como faço em meus encontros habituais, mais um motivo para eu prever que ele não estava interessado. Fiquei chateado quando ele falou:
"você deve estar louco pra ir embora, né?"
Eu respondi que não e nos sentamos, conversando mais um monte sobre família. Contou de sua família bem estruturada e eu contei da minha desajustada, um contraste bem interessante. Voltamos a caminhar e ele quis assistir um filme em um cinema de filmes bem alternativos, eu desembolsei uma grana imaginando:
"Cinema entre amigos, é óbvio!! Ele sempre disse que conseguia tudo que queria, porém, ele acabou de dizer para sermos amigos, então não vai rolar nada."
Ainda assim, fiquei imaginando se não rolaria. Só que lá no cinema, encontramos uma colega minha do colegial, uma menina chamada Mirian. Eu tentei disfarsar, afinal estava em um encontro, mas ela entrou na mesma sala de cinema que nós e quando me viu, veio até nós. Apresentei o Thinker e depois de um papo rápido, ela voltou para o rapaz que estava com ela.
E eu e o Thinkerboy assistimos o filme, comportados como dois amigos.
Saímos do cinema rindo muito com o filme, principalmente o final, muito engraçado e sem noção. O encontro acabou sendo ótimo, acho que nos conhecemos bem e não ligo de acrescentar mais um amigo à minha vida, ainda que o próprio tenha dito quase na hora de ir embora:
"Apesar de eu ter esperado mais..."
Lembro que no blog dele, li uma vez sobre s três pontos essenciais e achei muito legal. Ele considera a atração física, o bom papo e o beijo como os três pontos essenciais. Por ai já imagino por que a coisa não fluiu, kkk, meu físico de Olivia Palito não é muito atrativo, meu papo não sei se agradou e o beijo não aconteceu. Baseado nessa reflexão dele, eu criei minha lista essencial para um bom relacionamento:
Personalidade: Se não tiver personalidade, se for um emaranhado de "legal", "hmmm" ou reações previsíveis, a coisa não flui muito bem. A personalidade é o que mais me atrai nas pessoas. As que me conhecem melhor são aquelas que realmente conseguem gostar de mim, e só a demonstro quando me sinto bem confiante, quando sinto reciprocidade. É, sou chato, srsr.
Físico: Sim, em segundo lugar, o físico. Mas não o porte físico, isso é o de menos. É o que eu chamo de corpo exposto: O estilo, o destaque, que faz você ver aquela pessoa na multidão, o que faz você aproximar-se dela e querer estar com ela. Muitos me criticam por certos estilos não me agradarem e sou até chamado de fútil, mas o que eu busco é um diferencial, ainda que provavelmente eu não o tenha. Nunca tive beleza ao meu lado, logo sempre procurei me destacar por estilo, por artifícios, mas de uma forma natural, usando por que gosto. É isso que procuro na pessoa, seu destaque natural.
Beijo, pegada e ademais: Então, quando tudo isso está bom, é hora de ver se o beijo lhe faz flutuar, se você sente o mundo ao seu redor ou se estão somente os dois naquele instante, voando no espaço e tempo vazio.
No fim de tudo, valeu o encontro, valeu o dia e valeu o (espero que sim) início de uma nova amizade!!
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quinta-feira, 1 de julho de 2010
Pendências: Parte I: Novas diretrizes em tempos de férias
No início dessas férias, decidi que resolveria todas as minhas pendências. Cumprir velhas promessas, realizar encontros que ficaram pendentes. Enfim, cumprir diversos objetivos e necessidades para sobreviver. Dois fatores me impedem de ser plenamente feliz nessas férias: Não estar trabalhando e consequentemente não ter grana pra gastar no que quiser.
Bem no comecinho das férias, conheci um cara bem diferente do convencional. Seu nome era Mario (assim eu pensava). Como ele não ficava a vontade em público,nem mesmo em locais apropriados onde não há problema algum para se ter algo, pagamos um local para nos beijarmos. Claro que fomos além, mas o interessante foi o depois: Ele me revelou que seu nome, Mario, era falso... que ele era muito conhecido na praça e não saia dando seu nome verdadeiro. Além disso, era uma espécie de pastor da igreja e cuidava da sonoplastia do local. Enquanto estávamos juntos, ele veio com um papo de ter algo mais, mas devido a diversos probleminhas de comunicação, tive que recusar. Além disso, não senti que era a pessoa ideal pra dividir algo, ainda tenho muitas pendências internas pra resolver antes de me envolver seriamente com alguém, ele foi bom para eu entender isso. Não sei se é correto pensar que prática leva a perfeição quando o assunto é relacionamento, só sei que minha experiência é zero, então os medos ainda me dominam.
Na volta do encontro com o rapaz da igreja, vi a Beata no boulevard da minha cidade. Ela estava com um grup de jovens da igreja e disfarsei para não ser visto, mas quando olhei pra trás ela vinha correndo. Nos abraçamos e ela disse estar com saudades. Comecei a imaginar o que ela diria se soubesse aonde eu estava e com quem estava...
Tomei uma decisão estranha depois do encontro: Falei ao Mario que estava enrolado com outro cara (até que estou mesmo, com o marido) e contei ao Segurança sobre ele, oferecendo-o (mercado ilegal gls). Como o cara faz o estilo do Segurança, ele aceitou e dei o telefone dele. Não sei no que deu essa história, tomara que tenham se dado bem, como estou de férias não tenho visto o Segurança.
No fim de semana seguinte, foi em uma sexta feira, falei no msn com o Thinker e ele contou que ia matar aula, me chamando para dar um rolê. E eu aceitei...
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