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domingo, 25 de julho de 2010
Projeto Pessoal: Foto Série
Olá caros leitores. Hoje não estou aqui pra falar da minha vida! Hoje irei apresentar meu primeiro projeto voltado para o público GLTB!! Ou GLBT? Sei lá, pra vocês!!
O Nome: O nome da história está fogo! De acordo com os escritores, é a última coisa que criamos, então estou esperando o nome aparecer. Há três vertentes a se seguir: Fragilidade, Espelho e Fragmentos, pois fala pessoas que vivem relações frágeis, que não se reconhecem no espelho e que se dividem em várias camadas, fragmentos que em um conjunto formam quem são.
O Conceito: Consiste em contar uma história sobre sete jovens que vivem na cidade de São Paulo, explorando seus relacionamentos entre si, entre os familiares e mostrando seu cotidiano. Sem muita pretenção.
A Narrativa: Eu sou o escritor da obra, e ela é contada de uma forma diferente do convencional. Contando com 21 capítulos em seu primeiro Arco (parecido com temporada de séries), a história não é contada do primeiro ao último, mas em fragmentos. É como se tivesse quebrado a história e, juntando os fragmentos um a um, chegasse a um todo no final, tendo a visão completa.
A história: Em uma universidade, começa a fazer sucesso um blog que fala sobre a vida de um rapaz que se diz "bissexual" e confuso com relação a sua vida amorosa. O blog "historiadevidro" envolve a vida de todos na universidade, dividindo entre os fãs, os críticos e aqueles que não se manifestam. Alguns dos jovens que a história vai tratar estudam nessa faculdade, outros não, mas todos acabam se envolvendo com a história e percebem quanto tem em comum com o escritor, o quanto levam uma vida dupla e frágil em suas relações.
A Linguagem: Para contar essa história, estou procurando pessoas que gostem de tirar fotos, não precisa ser artista e nem modelo, só ter um pouco de estilo! Os interessados podem inclusive mandar depoimentos ou e-mails para rodapth@yahoo.com.br, desde que morem em São Paulo e que tenham fins de semana livre e disposição para viver um personagem. Ai eu verifico se a pessoa se encaixa na pele de algum deles. Se não, pode só assistir a produção, garanto que será divertido!! Cada pessoa viverá um personagem, há os principais e os secundários, além dos que aparecem uma vez (participação especial não é para qualquer um, rsrs). Estou querendo criar um site para a história, mas devido à parte financeira, talvez eu crie um blog, então ainda não tenho certeza. Aqui vão alguns layouts:
Este é o Layout provisório da tela principal. Sua identidade visual remete a vidro quebrado e espelho. O nome acima é somente um teste.
Aqui está a página dos capítulos. Em cada semana, um novo fragmento será publicado. Apenas ao final de 21 semanas, os leitores conhecerão o arco do começo ao fim e poderão amarrar todas as pendências e compreender tudo.
Os Personagens: Não há um personagem principal na história, que explora as sete vidas e todos aqueles ao seu redor.
Matheus: Rapaz de 21 anos, confuso com relação a seus sentimentos. Não assumido, ele estuda faculdade de publicidade e trabalha em telemarketing para pagar. Acaba apaixonando-se por Renan, rapaz que não se aprofunda com ninguém.
Renan: Rapaz desencanado que fica com homens e mulheres e desconsidera as classificações como hétero e gay como válidas, vivendo da sua forma. Para ele, Matheus é só mais um entre muitos.
Erick: Conhece o blog Históriadevidro e começa a conversar com o autor, mora fora da capital e planeja vir estudar nela, ansioso para conhecer o famoso escritor. Tem um namorado em São Paulo mas os dois não sabem se tal namoro resistiu à distância.
Guilherme: Primo de Matheus, é um verdadeiro caçador, não quer se amarrar a ninguém e curte baladas, a noite paulistana e pegação sem compromisso. Namora um rapaz e faz de tudo para descobrir se este o trai como forma de justificar sua infidelidade.
Kleber: Aprendiz de Skinhead, ele aparenta odiar o universo gls, porém há indícios de que ele já fez parte desse mundo. Não aparenta ter emoções e aos poucos vai se envolvendo com os outros personagens.
Lilian: Ex namorada de Kleber, vive bêbada, drogada e metida em confusão, sem perspectiva ou expectativa em relação a nada, é amiga de Matheus e começa a nutrir um sentimento diferente por ele.
Bia: Irmã de Renan, aproxima-se de Matheus para que ele à ajude a conquistar um rapaz da sala dele. Ela não concorda com o universo gay de forma alguma, é amiga de infância de Guilherme apesar de não aprovar a vida que ele leva.
Esses são os sete principais, em breve postarei fotos, quando suas "imagens" estiverem prontas (eu iria chamar de atores, mas eles não são, não sei ao certo como denominá-los por hora...). Convido-lhes a deixar comentários sobre as primeiras impressões da história, espero que gostem. Não vou dar uma previsão de lançamento mas estou planejando um Teaser para o youtube. E aguardo talentos dispostos a nos ajudar. A história já foi registrada na biblioteca nacional, todos os direitos reservados.
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Pendências: Parte VII: Para dentro da mente: Par perfeito ou perfeito se torna?
"Você seria meu amigo caso não dê certo?"
"Seria."
"Duvido."
"Seria sim."
Foi essa a pergunta que eu fiz para o Tiago quase ao final do dia de nosso encontro, e foi essa a resposta que ele me deu. Tenho avaliado muitos aspectos da relação em quem entrei. Posso dizer que estou gostando dela, apesar de não sentir muito aprofundamento. Como sempre, a inquietude ressurge das cinzas como uma fênix. Fazendo uma retrospectiva rápida, posso dizer que a frase que o Thinker me falou está certa: "Eu vivo fugindo de compromisso."
Adriano: Minha OBI, usei a chegada de minha amiga que não via a anos pra justificar minha covardia e não encontrar-me com ele.
Tom: Usei sua filosofia de vida para criar argumentos que conflitassem com minha filosofia de vida, acarretando incompatibilidade.
Loirinho boyzinho Leonard: Relacionamento fadado ao fracasso. Nunca esperei que ele gostasse de mim e nunca me permiti gostar dele.
Fuga: Após não aceitar entrar no hotel, fiquei com raiva e quis discutir a relação, o que eu sabia ser sua fraqueza e o que o afugentaria. Certeiro.
Carlos: Minha primeira vez: Disse que não passaria daquilo, ainda que ele tivesse interesse. Ele respeitou.
Alvaro: Rapaz da empresa, minha OBI suprema. Por quase um ano, tive esperanças com um hetero homofóbico. Medo de ser gay ou de me relacionar? Ambos.
O mais engraçado são os finais inacabados. Parece que falho em todos. Parece que interrompi todos, como se cortasse a raiz que pudesse crescer. Como se podasse a erva daninha e continuasse na zona de conforto, abraçando e me confortando na escura solidão (poético e patético).
Nunca amei ninguém, e acho que este é meu grande dilema. A gente se acostuma a ver em filmes, em romances e em séries sobre o amor, e fica esperando aquilo acontecer. Aquela certeza dos protagonistas de que estão apaixonados e de que vale morrer pelo amor, aquela dedicação dos antagonistas de, igualmente por amor, querer matar, fazer sofrer, lutar incansávelmente. Ai chega no mundo real, tudo que não queima não é amor, tudo que não se dedica com a vida não é paixão. Então vivemos em busca da felicidade, tão mitológica quanto a pessoa perfeita. Nessa busca, nos deparamos com certas pessoas que, de tão verdadeiras, nos iludem com seu papo, com sua simpatia, nos parecem aquela pessoa certa. Mas é como um reality show, só que rolando na internet. Quando acordamos, é tarde demais. Sempre foi e sempre será. O coração está partido novamente. Foi o caso do Tyler, o rapaz perfeito que por um tempo ameassou minha relação com o Tiago. No fundo, Tyler e sua perfeição veio contracenar com a realidade imperfeita de Tiago. Cada vez que o Tiago errava, eu pensava no Tyler, no que estava perdendo, no mito inalcansável, no Unicórnio símbolo da perfeição e da essência pura. Pura.... ilusão.
Minha mente é soda... Me peguei outro dia pensando:
"Por que estou com o Tiago? Seria mais fácil terminar... Seria mais fácil deixar que tudo volte à zona de conforto. Eu não o amo. Eu apenas gosto dele. Gosto de sua companhia. Posso arranjar isso a qualquer instante. Abandone-o..."
Ainda, para ajudar, recebi uma ligação do Fulano, que começou a questionar minha relação. A dizer que eu não o amo e sei disso... Dizer que era uma relação estranha, que não via futuro... Não vou nem comentar, mas blz. Isso foi um combustível pra minha cabeça, ficou maquinando uma forma de escapar. Instinto de conveniência, preciso manter as mentiras sociais. É mais fácil terminar.
A verdade é que tenho tendência à infelicidade quando o assunto é vida amorosa. Procuro alguém quando estou só... e quando estou com alguém sinto falta da solidão, da individualidade e da liberdade. Dizem que eu sou muito exigente, mas não posso exigir muito, nem sou um padrão de beleza... estou do mediando para baixo, e ainda que quem me conheça a fundo possa gostar (ou odiar, desperto muito esse sentimento também), eu nem posso exigir muito exatamente por esse meu complexo de inferioridade. Acho homens bonitos distantes da possibilidade de ter relação e acho que por isso mesmo não me ligo a padrões de beleza. Chamo a maioria deles de intocáveis, e de fato em poucos eu consegui algo. Justifico a feiura ou imperfeição como "é o que eu posso ter, já que não posso exigir muito". Igualmente o Tiago não é um cara bonito, mas beleza não é a prioridade. Há outros quesitos a considerar. Entre problemas e qualidades que ele, assim como qualquer homem da face da terra tem, ele tem algo a mais que está me tirando o sono, e que grita em minha mente que eu não deveria estar progredindo, mas sim terminando. E me sinto mal em pensar assim. Não posso dizer que problema é esse, mas é algo estético. E isso me atormenta, e me impede de fugir. É como se minha mente conhecesse o remorso das histórias inacabadas, recordasse a busca interminável dos tempos de solteiro e insistisse pra que eu continue. Minha mente dividida em dois caminhos: Aquele em que eu quero aceitar todos os problemas, enfrentar todos os medos e tentar mudar os rumos da minha história, namorando de FATO... e aquele em que aceito que, como designer, procuro a perfeição e condeno todo e qualquer defeito e que, como meu amigo leitor do blog e designer disse: "Procuramos a harmonia e o equilíbrio das formas e querendo ou não, será inevitável que eu crie um motivo para terminar tudo". Toda a minha razão, todos os pontos indicam para um só rumo: Eu devo terminar.
Não existe pessoa perfeita, a pessoa perfeita se torna? E o medo de ficar sozinho? de ficar velho e sozinho? De quando perguntar aos céus "por que", ele me responder: "Eu lhe enviei as oportunidades, você que não as aproveitou". Odeio baladas, não quero ter que ir nelas pro resto da minha vida. Outro dia um velho baixinho e gordo tocou no meu braço na pista de dança e eu me inclinei para perguntar se ele queria dizer algo. Ele tentou me beijar e eu empurrei ele. Parecia meu pai, credo. Fiquei triste com aquilo, com seu desespero em "pegar" um jovem, de sentir alguém, mas não tenho nada contra pessoas velhas, desde que se cuidem e não cheguem na velhice parecendo ter o dobro da idade e ainda querendo agir como adolescente (por que pra mim, sair agarrando na pista é coisa de adolescente). Não quero envelhecer só. Eu quero alguém. A idéia de estar só é perturbadora. Mas e quanto a essas chances boas? Pessoas boas que venho descartando por meu perfeccionismo e medo de me aprofundar? Só sei que nada sei again.
Costumo dizer que não tive adolescencia. Toda a liberdade e ousadia dela foi perdida por meus complexos. Vivi na ilusão de gostar de garotas sem ter coragem de chegar nelas, pensando obviamente que era feio demais para elas. Hoje, com 24 anos, me vejo como um adolescente. Pego quantos quiser sem medo (as vezes um pouco), vivendo a vida sem pensar muito (tá, eu vivo pensando) e justificando minha covardia com o "deixa rolar", "não quero me aprofundar" ou "só estou curtindo". Olho no espelho e não vejo um homem de 24, mas um garoto de 16, com as mesmas ansiedades, medos e irresponsabilidade de tal idade. Não vejo seriedade em mim. Mas ultimamente meu espelho me tem incomodado, minha alma refletida clama por atitude. Minha cabeça me perturba com o senso de responsabilidade, questionando-me se não é hora de deixar o garoto partir e começar a virar homem... Se não, é capaz de com quarenta eu querer ter vinte, e ai sim me tornarei tudo que mais odeio. A cada idade cabem suas alegrias, resta a mim encontrar as minhas no tempo certo.
Conclusão? Nenhuma, só dúvidas. mas uma certeza eu tenho: EU QUERO AMAR, E EU QUERO AGORA, EU ESTOU PRONTO!! Que venham as tempestades, que venham os furacões. Se do outro lado houver a pessoa certa, sei que sou capaz de enfrentar o mundo por ela, de me assumir e enfrentar tudo o que me cabe enfrentar, como um homem. Acho que é o amor que falta na minha vida, tal como as loucuras e a ousadia do amor. Enquanto a vida for racional demais, for certa demais, sempre existirão muros e grades...
Resta saber se a pessoa que tenho ao meu lado pode ser aquela pela qual eu desafiaria o mundo...
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Dicas ao Sol: Anima
O vídeo já diz tudo por si próprio, uma divertida reflexão sobre o que é ser gay, preconceitos que a maioria tem quando ouve que alguém é gay, etc. Bem legal!!
Saindo um pouco do gay world e entrando no mundo do Designer, que é meu segundo predileto, aproveito a brecha da chegada do Animamundi pra apresentar algumas animações bem legais. Por que rir é o melhor remédio, rsrs.
Sobre a Morte
Sobre Monstros
Sobre uma Missão Impossível, srsr.
Desculpem, mas sou apaixonado por animações. Quem sabe um dia não publico as minhas por aqui.
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Pendências: Parte VI: Veredito: A versão dele...
Bom, fui encontrar o Tiago nessa quarta, que é o dia da semana que ele tem folga. Já o tinha avisado que iríamos discutir certos pontos e estava decidido a devolver aliança e acabar com essa palhaçada toda. Fiz ele vir até Osasco, viajou bem mais do que eu e fomos no shopping.
Chegando lá, começamos a conversar. Para não colocar os muitos diálogos que rolou, vou fazer uma síntese:
"Eu percebi que você ficou com raiva, mas eu tive meus motivos também. Imagine você no meu lugar: Levou um amigo de internet, que eu nem sabia quem era, sem contar que eu nem sei se você me diria que ele iria caso eu não fosse. Por que eu disse que ia, mas se eu não fosse, quem sabe o que você teria feito com o Bruce. Ai eu tirei a aliança pra ver sua reação, e pelo menos pude ver que você se importava. Eu testei você."
"Quer um conselho? Não me teste. Relacionamento não é um jogo e eu não estou saindo com uma criança; Tudo vai de você chegar em mim e dizer: Eu não gostei disso, disso e daquilo. E pra você ver como a honestidade custa caro. Eu te contei que ele era amigo de net quando eu poderia ter dito que era amigo de tempos."
"Pois é, acho que nós dois erramos em diferentes pontos e você não pode jogar a culpa em cima de mim. Sem contar que me acusar de olhar pro Bruce? Eu sempre olho nos olhos de quem eu converso e infelizmente o Bruce estava me dando mais atenção que os outros."
"Ainda assim, o lance do anel foi sacanagem, e tem um custo. Ele tá aqui no bolso e daqui não sai."
"Mas isso é injusto."
Nos sentamos na praça de alimentação e ele começou a falar de novo.
"Às vezes eu não entendo o que está acontecendo entre a gente. Eu já te disse que gosto de você. Já disse o que eu quero. Eu entendo por que estou com você... Mas não entendo por que você está comigo. As vezes penso que você está de boa e que eu tô procurando algo sério."
Aquilo me preocupou, obviamente. A pior coisa é gostar de alguém e não sentir que essa pessoa gosta de você. A tal questão do rítmo. Será que estamos em sintonias diferentes? Será que eu estou enrolando demais? Fui sincero dizendo que tinha pensado que seria o fim, pois não conseguia mais pensar nele como antes, mas depois da conversa (o segredo é a comunicação) voltei a sentir conforto perto dele. Ele teve suas razões afinal...
Conseguimos nos beijar em dois locais do shopping, às escondidas, mas nada muito profundo. Mas ainda assim foi um ótimo passeio, muito bom fazê-lo vir até mim pra variar as coisas. Ele insistiu que eu colocasse o anel e pra ele não perder o trem pra sampa (kkk) eu o coloquei. O cerco está se fechando. Tenho que tomar a decisão se esse será meu primeiro relacionamento. Pra fechar, teve um momento muito legal em que eu disse:
"Não sei se um dia vou estar pronto pra me relacionar. Não sei nem se as pessoas sabem que estão prontas... Ou se devem estar..."
"Uma dica: Tenta. Você nunca vai saber se não tentar. Comece. Se não der certo, termina. Mas não fica na dúvida..."
Quem sabe este não seja aquele que eu venho procurado há tempos.... um herói pra me salvar... Pra me mostrar esse mundo desconhecido...
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segunda-feira, 12 de julho de 2010
Pendências: Parte V: O peso do Um Anel...
A semana:
Minha semana foi bem agitadinha se comparada às outras das férias. O Fulano, que mora no interior de São Paulo voltou e no domingo, foi ao Projeto Purpurina, que ele se comprometeu a falar por aqui no futuro em um colaborativo (que eu espero há meses...). Eu fui na casa do meu irmão e dormi lá pela primeira vez, foi bem legal.
Na segunda feira, marquei com o Fulano de ir no shopping Tatuapé para conhecer o Albano e o Primo. Tivemos um passeio bem legal, nos encontramos depois do cinema (pois o Primo, seu amigo e o Albano foram ver outro filme).
Terça feira, fui ao dentista e como estava de bicicleta, aproveitei para dar uma volta, pensar na vida como anteriormente eu fazia. Esse é um momento novo pra mim, a possibilidade de um namoro, de um relacionamento com um cara legal. Foi uma ótima tarde.
Quarta feira, eu e o Tiago nos encontramos e fomos ao cinema, escolhemos o filme menos visto e ficamos no cantinho escuro. Acho que a gente se empolgou. Foi muito gostoso deitar no colo dele enquanto ele me beijava. E também nunca tinha visto um segurança na sala de cinema. Até que o filme era legal (fomos obrigados a ver, já que não podíamos mais ficar nos amassos). Depois do cinema, passeamos novamente e foi agradável. Paramos em uma pracinha e o Tiago pegou um anel e colocou no meu dedo, dizendo:
"Não vou pedir nada, vou esperar que você me peça em namoro. Quando estiver pronto. Mas fica com meu anel."
Gostei da atitude, fiquei orgulhoso com o anel, e passei a usar. Eu o abracei na estação, mas não nos beijamos dessa vez.
Quinta, tive que ir na faculdade a noitinha pra renovar minha bolsa. Encontrei meu irmão pra pegar uns documentos e depois caminhei até a facul, onde não demorou mais que cinco minutos. No trem, na ida e volta, senti o peso daquele anel, de não olhar aos rapazes como sempre olho, avaliando quem poderia ser uma possibilidade e quem não era.
Sexta foi feriado, e eu e o Fulano saímos pra caminhar, como não fazíamos há muito tempo. Mostrei o anel e conversamos de muitos assuntos. Combinamos de sair no domingo e chamei o Tiago, enquanto ele chamou seus amigos do Projeto Purpurina.
Sábado foi o único dia que fiquei em casa, e de noite encontrei o Bruce na internet...
Flashback: A história do Bruce é bem interessante. No dia em que saí sozinho pra "T" e conheci o Tiago, eu o chamei pra sair. Mas ele não quis, estava cansado. Ai me enrolei com o Tiago e quando o Bruce tentou marcar algo, eu tive que dizer que não dava. Talvez se tivesse saído comigo quando eu chamei, a gente PODERIA ter se conhecido melhor e talvez eu não teria conhecido o Tiago.
Fim do Flashback: O Bruce estava BEM triste com o fim de mais um relacionamento. Ele procura um namoro sério e vive se frustrando com caras que não o levam a sério, bem parecido comigo. Diante de toda aquela tristeza, eu resolvi chamá-lo:
"Bora cair na pista, dançar na 'T'. Vai eu, meu rolo e meu amigo!!"
Ele acabou aceitando e a gente marcou na catraca da Barra Funda.
Domingo: O Fulano foi na frente com seu amigo do Purpurina e encontrei o Bruce. O Tiago só iria chegar bem mais tarde. Achei o Bruce um gato, mas pelas roupas já vi que era bem boy, rsrs. Não sei se ele gostaria de mim caso eu estivesse solteiro, mas provavelmente não, apesar de ter me direcionado uns olhares bem estranhos. Olhei pro meu anel e fiquei firme. Ele revelou-se super tímido, com uma voz bem baixinha, diferente das impressões que tinha com as fotos. Na balada, fomos dançar após o Fulano me apresentar seu amigo do Purple e logo o Tiago chegou. Foi então que uma sequência de eventos se seguiu, culminando em uma péssima noite. O Tiago chegou e não quis saber de papo com o pessoal. Eu fui atrás dele e ele falou que uma amiga de seu serviço estava presente na "T", e que não poderíamos ficar em qualquer lugar. Ficamos meio que escondidos. Em meio aos beijos, ele me mostrou que tinha outro anel, igual o que eu estava usando. Eu pedi pra ele colocar, afinal, eu estava usando. Ele colocou. Depois saímos e ele foi ver aonde a amiga estava. Sentei perto do Fulano e Bruce, que estavam batendo o maior papo enquanto os dois amigos do Fulano ficavam. Depois de meia hora, o Tiago voltou (ofegante). Mas o que mais me chamou a atenção foi seu dedo. Sem o anel que ele tinha acabado de colocar. Imediatamente eu tirei o meu, aquele que eu tinha passado de quarta a domingo. A noite estava acabando e na estação, observei o Tiago, que além de estar bem chato (sarcasmo só é bom a dois), olhava estranhamente pro Bruce. Como se quisesse... Ele ainda olhou pra mim e perguntou se eu estava chateado. Nem respondi.
Deixamos o Bruce e o Tiago no metrô, partindo. Então compartilhei minhas dúvidas com o Fulano. Aquele Tiago que ele conheceu aquela noite não era o mesmo que eu conheci há duas semanas. Algo estava diferente.
Cheguei em casa, tirei o anel do bolso e coloquei em cima da mesa, decidido a não usar mais...
PS: Ah, e durante toda essa semana, o Tyler sumiu. Já nem sei dizer mais nada...
Cheguei em casa, tirei o anel do bolso e coloquei em cima da mesa, decidido a não usar mais...
PS: Ah, e durante toda essa semana, o Tyler sumiu. Já nem sei dizer mais nada...
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