segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu juro que tentei



Há uns tempos atrás, escrevi a última postagem desse blog. Estava perfeita. Música escolhida, palavras finais bonitas, uma grande lição de moral final e definitiva, digna de mim, melancólico, dramático e esperançoso como sempre.

Quando terminei de escrever e estava pronto pra postar, acabei apertando um botão que fez apagar TODA a mensagem e o auto-save do site se encarregou de destruir meu desfecho perfeito. Perdi tudo.

Duas coisas que eu aprendi com isso: Não escrever nunca mais no editor do blog (estou em um bloco de notas) e que talvez aquilo que achamos que seja o certo em determinado momento não seja o certo para o resto da vida. Não estou pronto pra cancelar esse espaço, ainda que fique em divida com meus poucos e bons leitores (alguns até temem que eu esteja morto, rsrs [não sou suicida, gente!! Nem tendencia eu tenho, heh]). Porém, eu o criei em um momento da minha vida em que precisava criar, em que tinha um objetivo, e agora, meio que as coisas por aqui perderam um sentido. Mas não estou pronto pra dizer adeus. Minha rotina mudou, meu mundo mudou, uma nova fase começou, tão exaustiva que eu não tenho forças pra relatar aqui. Se algum dia o tiver, espero que o faça. Se não, ao menos ao fim dessa fase talvez as coisas venham a mudar.

Enfim, aos que tiverem paciencia, penso que essa é uma pausa involuntária, uma busca pelo lugar ao sol do lugar ao sol, pelo sentido de continuar postando aqui. Se eu não encontrar um sentido, volto pra me despedir, mas se o encontrar, terei o prazer que agora me falta de escrever.

Amo esse espaço.... e gosto muito dos comentários de todos. Desculpem o retiro e abandono, mas AINDA não é o fim.

Abraços a todos.
quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dicas ao Sol: Não gosto de meninos



Sem muito o que dizer...

domingo, 15 de maio de 2011

Virada Cultural nada especial: Entre o peão e o designer



Já faz um bom tempo que não posto, e por mais que eu sinta que há necessidade de colocar um ponto final nesse blog pra que ele termine com dignidade e não seja simplesmente desses que caem no esquecimento total, algo me diz que ainda não é hora.

Ultimamente, minha vida tem sido uma sucessão de fatos estranhos e sem nexo. Eu costumo encontrar facilmente um sentido para tudo, mas dessa vez está bem complicado. Vou tentar não fazer mais posts tão grandes e tentar postar mais, o que não tenho no momento é tempo pra fazer aqueles posts enormes. Ainda assim quero resgatar um pouco do que o blog era, mesmo por que aqui virou um drama só.

Finalmente liguei o botãozinho do F%#$ODA-se na empresa e deixei de lado as pessoas que não gostam de mim. Aprendi que tenho que gostar de quem gosta de mim e dane-se os outros. E funcionou bem. As coisas não me abalam mais. Seja conversas em grupo que não me envolvem, seja panelinhas. Estou de fora de tudo isso. E percebi que é o melhor que faço. Tanto stress psicológico pra nada, simplesmente não vale a pena.

A virada cultural desse ano, ao contrário do ano passado que foi um ótimo evento, foi meio que um fiasco. Tentei contato com várias pessoas que disseram que iriam e na hora "h" simplesmente desapareceram. Como companhia, tive um ex-ficante da "T", falei dele aqui mas não lembro o nome que lhe dei aqui e nem achei o post em que falei dele. Enfim, ele teve a pior noite de sua vida. Antes de me encontrar, encontrou seu ex, que, bêbado, quebrou seu cartão de débito. Fomos ao show do Sepultura na praça da Luz a meu pedido, pois a banda iria fazer uma performance com uma orquestra. O show foi perfeito até a banda começar a cantar e cadeiras de plástico (burramente) colocadas para que as pessoas se sentassem começassem a voar... Pensei que ia morrer no local, com as pessoas tentando fugir das cadeiras e do arrastão. Tivemos que pular o alambrado e correr, foi bem excitante. Meu parceiro teve o celular roubado e isso estragou a noite. Nos deitamos no gramado da praça do Anhangabaú e a noite não estava muito boa. Resultado: Voltamos antes do amanhecer. Quatro horas cheguei em casa...

Semanas se passaram, sozinho naquele estudio, sem ligar pra ninguém. Tive que fazer plantão em um sábado, no qual entrei nove da manhã para sair às duas. Dinho foi comigo e não é que até rolou um papo sobre músicas, câmeras fotográficas e outras coisas interessantes?! Na hora da saída, cruzamos com um rapaz na porta do estúdio, um que sempre cumprimento, e ele perguntou:

"Que horas você entrou?"

"Nove."

"E já está indo embora? Não acredito, tô aqui desde as seis..."

Descendo as escadas com o Dinho, ele disse:

"Por que você não o mandou ir estudar? Odeio esses peões miseráveis..."

O que o sr. Dinho não sabia era que eu já tinha sido um peão como aquele e até senti um certo orgulho disso. O que o sr. Dinho não sabia é que eu era mais feliz quando era um peão, pois conheci pessoas maravilhosas. Me vi entre o peão e o designer, e estranhamente me identifiquei mais com a humildade do que tinha sido. Nunca deixarei essa humildade pra trás, muito melhor do que ser esse tipo de gente com a qual estou convivendo...
domingo, 1 de maio de 2011

Dicas ao Sol: Sobre homens, grupos de homens, e a decadência do contemporâneo



Faz tempo já que não dou dicas por aqui, então vamos a um rápido post.


Esse video é bem legal, vejam com paciência:





E aqui, uma sintese de tudo que tenho vivido, vlog muito bom esse:





Eu renego todo tipo de panelinha e grupo, viver só é minha sina voluntária...
sexta-feira, 22 de abril de 2011

Inatividade



Como a maioria dos que lêem deve ter reparado, a frequencia de Posts por aqui tem sido escassa. Os motivos são muitos, mas a principal razão é a falta de interesse que tenho de narrar a vida cotidiana que tenho levado atualmente. Simplesmente não tenho o que dizer, melhor não dizer nada. O que posso dizer é que depuz minhas armas e estou deixando a vida acontecer. Sempre fui de correr atrás das pessoas a minha volta, de dar minha cara a tapa, de lutar por amizades que tive. Lutei muito pra segurar as pessoas perto de mim. E o resultado foi o esperado. Todos se foram. O momento não é mais de lamento, mas de reflexão. Avaliar onde errei, pra que um dia, se conhecer pessoas novas, não me torne um fardo a elas, não me torne alguém a quem não se quer por perto. Mudei de estratégia. Quem quiser partir, que parta. Não vou forçar minha presença na vida de ninguém, não tenho esse direito. Sou um fardo a mim, imagino aos outros.

Há duas frase que acho bem interessantes:

"Seja indispensável na vida de alguém." e "não vou tratar como prioridade quem me trata como opção". São frases de efeito de orkut e msn, mas acho-as interessantes, dizem muito sobre esse período.

Na primeira frase, falhei feio. A segunda diz respeito a uma frase que ouvi de uma pessoa sobre amizade e opção que prefiro não repetir. Por um tempo, fui o melhor amigo dos meus amigos. Acho que esse tempo se foi. Como diria os Beatles, let it be, deixe estar.

Ontem estava procurando um namorado.... hoje tenho que reconstruir toda minha vida... faz parte.